Finanças

Volume de crédito tomado pelos pequenos negócios encolhe


Micro e pequenas empresas são as mais prejudicadas com a diminuição da oferta de financiamento


  Por Agência Sebrae 19 de Setembro de 2017 às 15:54

  | Informações do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena empresa


Os pequenos negócios foram os mais lesados com a diminuição da concessão de empréstimos pelos bancos . De acordo com estudo do Sebrae, elaborado com dados do Banco Central, o valor da Carteira de Crédito Ativa, em termos reais, caiu 37% para as microempresas, 36% para as pequenas, 23% para as médias, e 15% nas empresas de grande porte.

De acordo com o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, entre os motivos geradores dessa queda estão, em parte, o esgotamento da política expansionista anterior e a recessão econômica.

“O uso de crédito em toda a economia caiu, principalmente nos pequenos negócios, apesar deles serem os responsáveis pelo saldo positivo de empregos que voltamos a ter”, afirma.

Além da quantia emprestada, a participação das micro e pequenas empresas no total da Carteira de Crédito Ativa do setor bancário caiu de 17,5%, no 4º trimestre de 2014, para 14,4%, no primeiro trimestre de 2017.

Os bancos públicos são os principais fornecedores de crédito para os pequenos, com 50% do valor da Carteira de Crédito Ativa; em segundo lugar estão os privados com 37%, seguido pelos estrangeiros com 14%.

O presidente do Sebrae destaca que apesar dos bancos brasileiros serem considerados instituições sólidas, rentáveis e com fartos canais de atendimento, esse índice revela que o acesso da população e das empresas aos serviços financeiros é limitado e caro.

“Temos que mudar essa realidade. Temos um sistema financeiro concentrado que se utiliza disso para cobrar juros pornográficos. Isso impede o crescimento dos pequenos negócios, que são essenciais para a melhoria da economia brasileira”.

O estudo elaborado pelo Sebrae também destaca que o Brasil está, entre 135 países, na 93ª posição do “Índice de Desenvolvimento do Mercado Financeiro”, do Fórum Econômico Mundial.

A posição ruim do país tem como principal motivadora a dificuldade de acesso aos serviços financeiros: nesse quesito, o Brasil ocupa a 131ª posição. O melhor resultado brasileiro é quanto à solidez: 38ª colocação.

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