São Paulo, 27 de Junho de 2017

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Vendas de consórcios crescem 4,7% no 1º tri
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As negociações de consórcios de eletroeletrônicos e outros bens duráveis cresceram 23%, com 3,85 mil cotas comercializadas no período, segundo a Abac

As vendas de novas cotas de consórcios cresceram 4,7% no primeiro trimestre deste ano na comparação com igual período de 2016, aponta levantamento da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).

Foram negociadas 532,5 mil unidades de janeiro a março, enquanto nos três primeiros meses do ano passado foram 508,6 mil. Os indicadores positivos, no entanto, não se refletiram no volume de participantes, que caiu de 7,11 milhões para 6,97 milhões no período analisado.

A maior alta foi verificada nos consórcios de serviços, com alta de 86,9%. O setor foi o que mais cresceu, passando de 3,05 mil para 5,7 mil novas cotas. Em números absolutos, no entanto, é o que tem menor peso.

As negociações de consórcios de eletroeletrônicos e outros bens duráveis cresceram 23%, com 3,85 mil cotas comercializadas no primeiro trimestre do ano.

Os consórcios de veículos leves aumentaram 16,1%, alcançando 254,6 mil cotas vendidas no primeiro trimestre deste ano. Este é o setor mais representativos do sistema de consórcios. Também apresentaram alta os setores de imóveis (12%) e veículos pesados (8%).

QUEDA

O único setor a apresentar retração foi o de motocicletas, com queda de 9,2%. No entanto, o setor é o que concentra o maior volume de cotas negociadas: o total vendido passou de 229 mil nos primeiros meses de 2016 para 208 mil neste ano.

Os resultados foram comemorados pela Abac, mas de forma “comedida”.

“Acreditamos que poderemos voltar a patamar mais alto, gradualmente, pois o consumidor vem assumindo boas práticas financeiras quando, por exemplo, opta pelo consórcio para suas realizações”, avaliou o presidente-executivo da associação, Paulo Roberto Rossi.

O tíquete médio – valor intermediário da cota de um consórcio – manteve-se em elevação, segundo os dados da Abac. Em janeiro, o valor era R$ 36,8 mil e, em março, chegou a R$ 40,2 mil. Em 2016, a média ficou praticamente estável, com “viés de baixa”, com valor de R$ 33,3 mil.

Em relação aos créditos comercializados, houve avanço em 2017, passando de R$ 6,47 bilhões em janeiro para R$ 7,11 bilhões em março. No mesmo período do ano passado, os valores variaram de R$ 5,67 bilhões para R$ 6 bilhões.

IMAGEM: Thinkstock



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