São Paulo, 23 de Junho de 2017

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Número de empresas com contas em atraso cresce 7,53%
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O setor do comércio concentra, sozinho, quase a metade do total de inadimplentes

O volume de empresas inadimplentes cresceu 7,53% em dezembro de 2014 na comparação com o mesmo mês de 2013. É o que revela levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

De acordo com o estudo, a dificuldade dos empresários em manter em dia os compromissos financeiros está diretamente relacionada ao cenário econômico de baixo crescimento e de inflação e juros em patamares elevados.

"A baixa confiança do consumidor, que também atua sobre a confiança dos empresários, influenciou ao longo de todo o ano de 2014 a deterioração da capacidade de pagamento das empresas", avalia a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

O setor de serviços foi o que apresentou maior crescimento no atraso no pagamento de contas: elevação de 10,96% na comparação entre dezembro de 2014 e o mesmo mês de 2013. A segunda maior alta ficou com as indústrias (7,13%), seguida por comércio (6,51%) e empresas da área da agricultura (2,09%). O Sudeste é a região que concentra a maior parte das pessoas jurídicas inadimplentes (43,80%), seguido pelo Nordeste (19,20%) e pelo Sul (17,15%).

O setor do comércio concentra, sozinho, quase a metade (49,50%) do total de empresas que devem a outras empresas jurídicas.

"Como muitas empresas do comércio desempenham funções não só frente ao consumidor final, mas também intermediam outras relações de negócio como atacadistas exercendo o papel de distribuidoras, o segmento ganha importante participação na economia e responde também pela maior parte da inadimplência", avalia a economista do SPC Brasil.



Entre elas, aumento na inadimplência das contribuições previdenciárias, sonegação de 70% existente na arrecadação do regime rural e índice de sucesso de apenas 1% na recuperação da dívida previdenciária

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9% das mensalidades atrasaram mais de 90 dias em 2016, o maior percentual desde 2010. O desemprego é um dos responsáveis pela alta

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A pesquisa da SPC e CNDL sugere que os empresários não veem no crédito um meio para se expandir ou, se veem, acreditam que o processo pode ser demorado, burocrático e custoso

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