São Paulo, 03 de Dezembro de 2016

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Juros atingem maior nível desde 2011
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Aumento da inadimplência, da Selic e da inflação puxaram a alta, segundo levantamento da Anefac

Um cenário macroeconômico no qual a expectativa é de elevação da inadimplência e da taxa de juro básica da economia, a Selic, e mais aperto monetário em função da inflação alta.

Somados, os três fatores contribuíram para elevar as taxas de juros das operações de crédito para pessoas físicas e jurídicas em abril pelo sétimo mês consecutivo - o maior patamar desde 2011, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), divulgada nesta segunda-feira (11).

No caso de pessoas físicas, os juros subiram de novo em todas as seis linhas pesquisadas (comércio, cartão de crédito rotativo, cheque especial, CDC-bancos-financiamento de veículos, empréstimo pessoal-bancos e empréstimo pessoal-financeiras).

O juro médio subiu 0,06 ponto percentual em abril em relação a março e ficou em 6,77% ao mês (ou 119,48% ao ano), o maior nível desde julho de 2011.

Entre as pessoas jurídicas, houve alta nas três linhas: capital de giro, desconto de duplicatas e conta garantida. Aqui, o juro médio avançou 0,08 ponto percentual no mês passado ante o anterior, e chegou a 3,97% ao mês (ou 59,55% ao ano) - o mais alto desde novembro de 2011.

Segundo relatório da Anefac, "tendo em vista o cenário atual, a tendência é que as taxas de juros das operações de crédito voltem a ser elevadas nos próximos meses."

A associação informa ainda que, considerando todas as elevações da Selic promovidas pelo Banco Central desde março de 2013, houve uma elevação de seis pontos percentuais (ou uma alta de 82,76% na taxa básica de juros), chegando ao nível atual de 13,25%.

No mesmo período, a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma elevação de 31,51 pontos percentuais, ou 35,82% ao ano. Já para pessoa jurídica, houve uma elevação de 15,97 pontos percentuais (36,65%).

Fonte: Estadão Conteúdo / Imagem: Thinkstock



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