São Paulo, 26 de Setembro de 2016

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Inadimplência do consumidor cresceu 3,3% no primeiro bimestre
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Índice de atrasos caiu 6,6% em fevereiro na comparação com janeiro, segundo a Boa Vista SCPC

A inadimplência do consumidor caiu 6,6% em fevereiro na comparação com janeiro, de acordo com a Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). 

Entre março de 2014 e fevereiro de 2015, ante os 12 meses antecedentes, o total de calotes cresceu 2,8%, mesmo percentual registrado em janeiro de 2015. 

Na comparação de fevereiro de 2015 com fevereiro de 2014, o indicador apresentou elevação de 1,7%. No valor acumulado no primeiro bimestre de 2015, a inadimplência aumentou 3,3% frente ao mesmo período de 2014. O valor médio das dívidas incluídas em fevereiro foi de R$ 1.287,30.

Segundo a Boa Vista SCPC, a tendência de longo prazo do indicador se assemelha à inadimplência oficial, divulgada pelo Banco Central (referente à categoria de recursos livres destinados ao consumidor), estável, sem grandes perspectivas de crescimento. 

A expectativa da Boa Vista SCPC é de que "ao final de 2015 a inadimplência dos consumidores mantenha esta tendência, obtendo ligeiro crescimento, de 3,2% no ano". 

Para a taxa de inadimplência oficial, a expectativa (da nova série, revisada) é de 5,8% de inadimplência do total de recursos do sistema.

Na análise regional, o resultado com ajuste sazonal apresentou o seguinte comportamento em fevereiro na comparação com janeiro: Nordeste (-12,3%), Norte (-11,7%), Centro-Oeste (-7,2%), Sudeste (-5,0%) e Sul (-3,2%). 

Quando considerado apenas o setor de varejo, subconjunto do indicador geral, a inadimplência do consumidor registrou queda de 8,1% em janeiro, comparada a janeiro, descontados os efeitos sazonais. Mantida a base de comparação, houve queda generalizada: Sudeste (-9,6%), Nordeste -8,7%), Norte (-4,1%) Centro-oeste (-4,0%) e Sul (-3,6%).

O indicador de registro de inadimplência é calculado com base na quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas informados à Boa Vista pelas empresas credoras.



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