São Paulo, 23 de Março de 2017

/ Finanças

Inadimplência do consumidor cai 0,41% em dezembro
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Apesar da queda, 58,3 milhões de pessoas ainda estão inadimplentes no Brasil. O número corresponde a 39% da população adulta brasileira

O número de consumidores inadimplentes caiu 0,41% em dezembro na comparação com novembro, informaram nesta terça-feira, 10, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Contudo, em relação a dezembro de 2015 o indicador continuou avançando 1,44%, mas, segundo o SPC e a CNDL, é a menor variação para um ano desde o início da série histórica.

Desta maneira, o País atingiu 58,3 milhões de pessoas inadimplentes em dezembro de 2016, ou 39% da população adulta brasileira, após 700 mil pessoas terem ingressado na lista durante o ano. Em 2015, o aumento de consumidores inadimplentes foi de 2,5 milhões.

"A explicação para a desaceleração do crescimento da inadimplência desde o primeiro trimestre do ano reside no fato de que o próprio cenário de recessão da economia, que reduziu a capacidade de pagamento das famílias, também restringiu a tomada de crédito por parte dos consumidores", afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

"Isso quer dizer que o consumidor encontra mais dificuldade para se endividar e, sem se endividar, não pode ficar inadimplente", explica.

Na divisão regional, o Sudeste concentra o maior número absoluto de CPFs inadimplentes: 24,23 milhões (37,3% da população adulta da região). O Nordeste aparece em segundo lugar no ranking de devedores, com 15,74 milhões de pessoas (39,7% da população adulta).

Em seguida, vem o Sul (7,96 milhões ou 35,8% dos adultos), o Norte (5,34 milhões ou 46% da população adulta residente) e o Centro Oeste (4,99 milhões de inadimplentes, o que representa 43,8% da sua população). Já a faixa etária com maior incidência de inadimplência é de 30 a 39 anos.

Em dezembro, quase metade da população nesta faixa etária (49,38%) tinha o nome inscrito em uma lista de devedores, somando 16,81 milhões de pessoas. O SPC e a CNDL ainda ressaltam o porcentagem significativa entre 25 e 29 anos (46,65%), assim como na faixa etária entre 40 e 49 anos (46,24%).

O volume de dívidas em nome de pessoas físicas recuou 2,24% na comparação anual entre dezembro de 2016 e o mesmo mês de 2015.

O setor de comunicação, que engloba atrasos em contas de telefonia, internet e TV por assinatura, foi o que mostrou a maior queda de dívidas em dezembro, com declínio de 17,77% no confronto interanual. Já o setor que apresentou a maior alta foi o de água e luz, cujo crescimento foi de 13,62%.

Já em termos de participação, os bancos concentram a maior parte das dívidas existentes no País: 48,26%. Em seguida, aparece o Comércio (20,04%), o setor de Comunicação (13,07%) e o de Água e Luz, que concentra 8,55% do total de pendências.

FOTO: Thinkstock 



Segundo levantamento da Serasa Experian, a maior queda ocorreu entre as micro e pequenas empresas, 6,7%

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Na comparação com o mês anterior, o índice recuou 1,4%. Já em relação a fevereiro de 2016, a queda foi de 7,4%, de acordo com Boa Vista SCPC

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O resultado é reflexo das adversidades ocorridas na economia ao longo dos últimos dois anos, que geraram grande cautela nas famílias, de acordo com a Boa Vista

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