Finanças

Ibovespa sobe 1,75% e se aproxima de recorde histórico


Alta foi conduzida por uma série de notícias positivas nesta semana, tendo como destaques a alta da produção industrial além do esperado e a desaceleração do IPCA de agosto


  Por Estadão Conteúdo 06 de Setembro de 2017 às 18:07

  | Agência de notícias do Grupo Estado


Um conjunto de fatores positivos na política e na economia doméstica, somado a um cenário internacional favorável, conduziu o Ibovespa (índice que reúne as ações mais negociadas e de maior valor de mercado) nesta quarta-feira (06/09) a uma alta de 1,75%, aos 73.412,41 pontos.

Com esse resultado, o índice encosta em sua máxima histórica, de 73.516 pontos, registrada no fechamento de 20 de maio de 2008. No intraday, o Ibovespa chegou a alcançar os 73.607,91 pontos (+2,02%). O volume de negócios foi robusto e somou R$ 11,08 bilhões.

Profissionais do mercado apontaram uma série de notícias especialmente positivas nesta semana, tendo como destaques a alta da produção industrial além do esperado e a desaceleração do IPCA de agosto.

Na política, pesaram positivamente as aprovações da medida provisória que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP) e das revisões das metas fiscais de 2017 e 2018.

Além disso, a reviravolta no caso JBS foi interpretada como um fator de fortalecimento do presidente Michel Temer.

"Do lado macro, a percepção é de recuperação da economia e dos resultados das empresas. Do lado político, as votações da semana foram até melhores que o esperado, o que aumentou a expectativa de que a agenda de reformas avance. Até pouco tempo atrás, a reforma da Previdência era considerada impossível ou improvável. Hoje o assunto volta à pauta", disse o economista da Guide Investimentos, Ignácio Crespo.

O cenário internacional também foi apontado como fator de incentivo à alta das ações.

A alta das bolsas de Nova York, a baixa do dólar ante emergentes e a alta dos preços do petróleo foram as principais influências externas. As ações da Petrobras foram o principal destaque do dia, com altas de 4,38% (ON) e 4,23% (PN).

Os papéis pegaram carona na alta do petróleo e também refletiram a melhora de percepção política do país.

As ações do setor financeiro, que recentemente vinham liderando movimentos de realização de lucros, hoje voltaram a subir com força, revelando o aumento do apetite por risco do investidor e as apostas em recuperação econômica.

Banco do Brasil ON teve alta de 2,37%, Itaú Unibanco ganhou 2,68%, Santander unis avançaram 2,72% e Bradesco ON subiu 2,09%.

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