São Paulo, 23 de Fevereiro de 2017

/ Finanças

Dólar cai para R$ 3,19 e fecha no menor valor em dois meses
Imprimir

No mercado de ações, o dia foi de ganhos. Em alta pelo segundo dia seguido, o Ibovespa subiu 0,51%, para 62.446 pontos

Depois de interromper a sequência de quedas na segunda-feira (10/01), a moeda norte-americana voltou a cair hoje (11/01) e fechou no menor valor em dois meses. 

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (11/01) vendido a R$ 3,192, com queda de R$ 0,007 (-0,22%). A cotação está no menor nível desde 8 de novembro (R$ 3,167).

O dólar tinha começado o dia em alta, mas reverteu a tendência a partir das 14h30, após a primeira entrevista coletiva do presidente eleito norte-americano, Donald Trump

A divisa acumula queda de 1,78% nos primeiros dias de 2017.

Na entrevista, o futuro presidente dos Estados Unidos não anunciou medidas econômicas. 

A possibilidade de que Trump eleve os gastos públicos pode fazer a maior economia do mundo aumentar os juros para segurar a inflação. 

Juros mais altos nos países desenvolvidos estimulam a fuga de capitais financeiros de países emergentes, como o Brasil.

Como nos últimos dias, o mercado de câmbio operou sem intervenções do Banco Central. Desde 13 de dezembro, a autoridade monetária não compra nem vende dólares no mercado futuro.

No mercado de ações, o dia foi de ganhos. Em alta pelo segundo dia seguido, o Ibovespa (índice das ações de empresas mais negociadas e de maior valor de mercado da bolsa) subiu 0,51%, para 62.446 pontos. 

O indicador está no maior nível desde 28 de novembro. As ações da Petrobras, as mais negociadas, subiram 2,50% (papéis ordinários, com direito a voto em assembleia de acionista).

Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) fecharam com valorização de 1,16%.

FOTO: Thinkstock



Itaú, Bradesco e Banco do Brasil anunciam juros menores nas linhas de crédito para pessoas físicas e jurídicas

comentários

Para as instituições financeiras, a Selic encerrará 2017 em 9,5% ao ano e 2018 em 9% ao ano

comentários

Não poderá vir majoritariamente do consumo, pois o elevado desemprego, o alto grau de endividamento e a contração do crédito impedirão um rápido aumento das compras

comentários