Desemprego é a principal causa do endividamento


Levantamento da Boa Vista SCPC mostra que 62% dos inadimplentes comprometem mais da metade da renda mensal para quitar as dívidas


  Por Redação DC 19 de Julho de 2017 às 17:18

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O endividamento elevado – aquele difícil de ser revertido -, atinge 47% dos consumidores inclusos nos cadastros de inadimplentes. Entre esse público, 38% acreditam que será muito difícil quitar as dívidas. 

Pelo menos para 62% desses consumidores inadimplentes, o pagamento das pendências compromete mais da metade da renda no final de cada mês.  

As informações fazem parte de pesquisa realizada pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), com 1.500 entrevistados. 

Já entre os endividados, mas que ainda não tiveram seus nomes negativados (incluso nos cadastros de inadimplentes), a situação é um pouco mais favorável. 

Entre esse público, apenas 10% se declaram muito endividados, embora 50% deles admitam que comprometem mais da metade dos rendimentos para tentar se livrar das pendências.

DESEMPREGO 

Entre as principais causas do endividamento, o desemprego se destaca. Ele foi a causa apontada por 32% dos consumidores. 

As principais dívidas apontadas pelos entrevistados foram com contas diversas, como cobranças de IPTU, IPVA, educação e plano de saúde. Esse tipo de dívida foi apontada por 25% dos consumidores.

A forma de pagamento utilizada para a compra que gerou a inadimplência foi o boleto para 27% dos entrevistados, cartão de crédito (21%), carnê de financiamento/crediário 15%, cheque ou cheque especial (14%), cartão de loja (12%) e contrato de empréstimo pessoal ou consignado (11%).

AJUDA FINANCEIRA

Quando questionados se buscaram ajuda financeira antes de serem negativados, 32% dos consumidores procuraram agências bancárias, 30% parentes e familiares, 21% financeiras e 17% amigos ou colegas.

Na hipótese de contratar um empréstimo para quitar sua dívida, dos consumidores que estão hoje inadimplentes, 55% levam em conta se a parcela caberá no bolso, 41% as taxas de juros e 4% a quantidade de parcelas. 

Para os consumidores que não estão negativados, 62% observam em primeiro lugar as taxas de juros, 33% se as parcelas cabem no bolso e 5% a quantidade de prestações.

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