Finanças

Demanda das empresas por crédito recua 4,5% no 1º semestre


Retração é consequência do fraco desempenho da economia. Com vendas e produção estagnadas, há menor necessidade de capital de giro para a produção


  Por Estadão Conteúdo 20 de Julho de 2017 às 12:25

  | Agência de notícias do Grupo Estado


A demanda das empresas por crédito caiu 4,5% no primeiro semestre de 2017 em comparação com o primeiro semestre do ano passado, segundo o Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito.

Foi o pior resultado para um primeiro semestre desde 2013, quando houve retração de 4,7% no acumulado dos primeiros seis meses na demanda empresarial por crédito.

Em junho, houve queda de 6,6% na demanda por crédito por parte das empresas ante maio. Na comparação interanual, o recuo é ainda maior, de 10,7%.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a retração da demanda empresarial por crédito no primeiro semestre deste ano é consequência direta do fraco desempenho da economia sobre o dia a dia das empresas.

Com vendas e produção estagnadas, há menor necessidade de capital de giro para a produção, como também para investimentos.

Ainda segundo o levantamento, a queda da busca empresarial por crédito no primeiro semestre de 2017 foi determinada pelo comportamento das médias e grandes empresas, que exibiram retrações de 9,7% e de 9,1%, respectivamente.

Já entre as micro e pequenas empresas, o recuo foi menor, de 4,3% frente ao primeiro semestre do ano passado.

Considerando apenas o mês de junho, no entanto, o cenário se inverte: houve queda de 0,5% na demanda das grandes empresas por crédito, recuo de 1,7% nas médias empresas e retração de 6,8% entre as micro e pequenas empresas.

Todos os setores econômicos pesquisados apresentaram quedas em suas demanda por crédito no primeiro semestre de 2017: Indústria (-7,2%); Comércio (-6,0%) e Serviços (-2,3%).

Por fim, na análise por região, também houve sinal de baixa em todas: Norte (-5,0%); Centro-Oeste (-5,3%); Nordeste (-6,2%); Sudeste (-3,1%) e Sul (-5,8%).

FOTO: Thinkstock