São Paulo, 29 de Setembro de 2016

/ Finanças

Crédito de banco para pequena e média empresa permanece restrito
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Os destaques positivos em 2015 continuarão sendo o crédito imobiliário e consignado (com desconto em folha) que, apesar de renderem margens menores, oferecem garantias que dão mais conforto para as instituições

A oferta de crédito nos grandes bancos deve ter mais um ano de crescimento tímido, com desempenho similar ao visto em 2014 ou até mesmo inferior considerando a fraca demanda e o baixo crescimento econômico esperado para 2015. O sinal amarelo nos calotes com juros maiores e temores quanto ao aumento do desemprego sustentam a o perfil seletivo dessas instituições que não demonstram apetite por aumento de risco e devem continuar compensando com tarifas e serviços o menor ganho com empréstimos.

"O crédito deve crescer menos de 10% em 2015 e, principalmente, em linhas de menor risco. O foco deve ser tarifas. As margens pararam de cair e na melhor das hipóteses devem ficar estáveis em 2015", avalia Carlos Macedo, analista do Goldman Sachs.

No consumo, a desaceleração da oferta de crédito é dada como certa. Os destaques positivos continuarão sendo imobiliário e consignado (com desconto em folha) que apesar de renderem margens menores e terem sido alvo de forte concorrência entre os bancos possuem garantias que dão mais conforto para essas instituições operarem. Para ambas as carteiras, ainda é esperado avanço de dois dígitos. O segmento de cartões também continua com expectativas otimistas e prioridade para os grandes bancos.

Na outra ponta, veículos e crédito para pequena e média empresa (PMEs), que têm sido alvo de baixo apetite por parte dos bancos devido à mudança de mix nos portfólios e preferência por créditos com garantias, devem continuar na berlinda. Nem mesmo estímulos como a facilitação da retomada do bem, medida que passou a vigorar em novembro último, devem ser suficientes para inverter a trajetória dessas carteiras. Em um cenário mais otimista, espera-se estabilidade.

A notícia positiva pode vir da agenda de infraestrutura ou melhor da concretização deste calendário e maior participação dos bancos privados nos financiamentos de longo prazo. Em conversa com a imprensa, nesta semana, a presidente Dilma Rousseff voltou a cobrar maior participação dessas instituições. Pesa, porém, o custo do funding, segundo um diretor de um grande banco. Isso porque se for o tradicional, considerando a atual Selic, o crédito pode ficar caro. E ainda o risco em jogo considerando o perfil bastante seletivo dos privados para emprestar.

INADIMPLÊNCIA

Do lado dos calotes, é esperada leve piora na qualidade dos ativos durante 2015 como já ocorreu ao longo deste ano. Na opinião de Frederic De Mariz, do UBS, a inadimplência, considerando os atrasos acima de 90 dias, deve aumentar reagindo a um maior número do desemprego. Ele não vê, contudo, um crescimento "muito preocupante".

O único banco que segue melhorando o indicador por um período mais longo é o Itaú Unibanco. Segundo Setubal, a expectativa é que os calotes caiam mais no próximo ano, beneficiados pela mudança de mix. O Bradesco e o BB tiveram a segunda piora consecutiva no terceiro trimestre deste ano e o Santander reverteu a alta vista no segundo.

A oferta de crédito nos grandes bancos deve ter mais um ano de crescimento tímido, com desempenho similar ao visto em 2014 ou até mesmo inferior considerando a fraca demanda e o baixo crescimento econômico esperado para 2015. O sinal amarelo nos calotes com juros maiores e temores quanto ao aumento do desemprego sustentam a o perfil seletivo dessas instituições que não demonstram apetite por aumento de risco e devem continuar compensando com tarifas e serviços o menor ganho com empréstimos.

"O crédito deve crescer menos de 10% em 2015 e, principalmente, em linhas de menor risco. O foco deve ser tarifas. As margens pararam de cair e na melhor das hipóteses devem ficar estáveis em 2015", avalia Carlos Macedo, analista do Goldman Sachs.

No consumo, a desaceleração da oferta de crédito é dada como certa. Os destaques positivos continuarão sendo imobiliário e consignado (com desconto em folha) que apesar de renderem margens menores e terem sido alvo de forte concorrência entre os bancos possuem garantias que dão mais conforto para essas instituições operarem. Para ambas as carteiras, ainda é esperado avanço de dois dígitos. O segmento de cartões também continua com expectativas otimistas e prioridade para os grandes bancos.

Na outra ponta, veículos e crédito para pequena e média empresa (PMEs), que têm sido alvo de baixo apetite por parte dos bancos devido à mudança de mix nos portfólios e preferência por créditos com garantias, devem continuar na berlinda. Nem mesmo estímulos como a facilitação da retomada do bem, medida que passou a vigorar em novembro último, devem ser suficientes para inverter a trajetória dessas carteiras. Em um cenário mais otimista, espera-se estabilidade.

A notícia positiva pode vir da agenda de infraestrutura ou melhor da concretização deste calendário e maior participação dos bancos privados nos financiamentos de longo prazo. Em conversa com a imprensa, nesta semana, a presidente Dilma Rousseff voltou a cobrar maior participação dessas instituições. Pesa, porém, o custo do funding, segundo um diretor de um grande banco. Isso porque se for o tradicional, considerando a atual Selic, o crédito pode ficar caro. E ainda o risco em jogo considerando o perfil bastante seletivo dos privados para emprestar.

INADIMPLÊNCIA

Do lado dos calotes, é esperada leve piora na qualidade dos ativos durante 2015 como já ocorreu ao longo deste ano. Na opinião de Frederic De Mariz, do UBS, a inadimplência, considerando os atrasos acima de 90 dias, deve aumentar reagindo a um maior número do desemprego. Ele não vê, contudo, um crescimento "muito preocupante".

O único banco que segue melhorando o indicador por um período mais longo é o Itaú Unibanco. Segundo Setubal, a expectativa é que os calotes caiam mais no próximo ano, beneficiados pela mudança de mix. O Bradesco e o BB tiveram a segunda piora consecutiva no terceiro trimestre deste ano e o Santander reverteu a alta vista no segundo.



A recuperação do indicador geral deve ser vista com cautela, já que a alta foi em cima da mínima recorde registrada no quarto trimestre deste ano

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