São Paulo, 30 de Setembro de 2016

/ Finanças

2014 será conhecido como o ano da renda fixa
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Com boa rentabilidade, aplicações devem manter uma trajetória consistente com os juros altos. Também tiveram bom desempenho algumas categorias de ações e multimercados

O ano ainda não acabou, mas as aplicações de renda fixa e atreladas a índices de preços devem ser os destaques de 2014, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). De janeiro a novembro, os fundos da modalidade índices (que refletem indicadores da entidade que acompanham títulos públicos indexados à inflação) acumularam um retorno bruto de 13,02%, e as aplicações de renda fixa devolveram ao aplicador 10,62%. Apenas no mês passado, na comparação com outubro, os retornos brutos foram de 1,49% e 0,99%, respectivamente.

Carlos Massaru, vice-presidente da Anbima, disse hoje à imprensa que este ano foi de recuperação da rentabilidade sobre 2013. Na pauta para 2015, a entidade aguarda as medidas da nova equipe econômica e espera que algumas discussões saiam do papel, como o fim do come-cotas (adiantamento do Imposto de Renda descontado dos cotistas duas vezes ao ano). "A agenda do mercado de capitais será relevante no próximo governo. E a questão tributária deve entrar nesse contexto", afirmou. 

Outros bons resultados, puxados pela trajetória de alta da Selic, tiveram os fundos de curto prazo, com retorno no mês de 0,84% em novembro e de 9,76% no ano, e os referenciados DI, com ganho mensal de 0,85% e de 9,93% no ano. Hoje, os aplicadores do segmento Corporate, representado por empresas (grandes e pequenas), estão mais posicionados nessas aplicações. De um patrimônio líquido total de R$ 2,687 trilhões da indústria de fundos brasileira, os clientes pessoa jurídica detém R$ 398 bilhões aplicados. Deste valor, cerca de 28% estão em fundos referenciados DI e 27% na renda fixa. Outros 19% estão em fundos multimercados. 

 

Aplicações que acompanham índices de preços foram os destaques do período

O segmento corporate (empresa) foi o cliente que ajudou a deixar a captação líquida dos fundos (diferença entre aplicações e resgates) negativa em novembro, no valor de R$ 11,9 bilhões. Segundo a Anbima, os saques foram liderados pelos fundos multimercados do segmento corporate (empresas). O fundo DI também teve captação líquida negativa em novembro, de R$ 5,2 bilhões e R$ 2,3 bilhões, também puxada por este segmento. 

Massaru diz que 2014 foi difícil em termos de captação, mas que o fim do ano tende a ter um menor movimento. “Por parte das empresas, há resgate para o pagamento do décimo-terceiro salário. Do lado da pessoa física, gastos maiores e uma reserva para as obrigações tributárias de começo de ano. Elas acabam acessando os fundos por causa da liquidez. Nessa época e até a entrega das declarações de imposto de renda, há procura maior por fundos previdenciários por causa dos abatimentos de impostos”, afirmou Massaru. E esse movimento já apareceu nos números de novembro. O fundo que registrou maior captação líquida foi o da categoria Previdência, com entrada líquida de recursos de R$ 4 bilhões, o nono resultado positivo consecutivo.

É sempre bom lembrar que a rentabilidade passada das aplicações não corresponde ao rendimento que elas fornecerão no futuro. Mas se observarmos a perspectiva para a renda fixa, o horizonte é positivo. O executivo da Anbima disse que a volatilidade dos fundos que acompanham títulos atrelados aos índices de preços é grande, mas a percepção é que a inflação deve caminhar para o centro da meta e o juro permanecer em dois dígitos no ano que vem, o que pode trazer um retorno interessante para os ativos das aplicações. “Mas é bom lembrar que nas aplicações que acompanham a inflação a volatilidade continuará existindo, mas menor para quem mantém a aplicação até o vencimento”, afirmou.  

RENDA VARIÁVEL 
Entre as aplicações que embutem mais riscos, os fundos que tiveram destaque na renda variável, em novembro, foram os de ações da categoria Livre, com retorno de 1,79%, o Ibovespa Ativo (1,7%) e os que acompanham ações de Sustentabilidade e Governança (1,71%). No ano, o melhor desempenho foi do fundo de ações da categoria Dividendos, com 5,39%. 

Massaru lembrou que os fundos multimercados também apresentaram um desempenho interessante, principalmente o que faz parte da categoria Macro, com retorno mensal de 2,28% e de 7,56% no ano. Já o multimercado Estratégia Específica devolveu maior rentabilidade no ano, de 13,82%, e de 1,78% no mês. Já o fundo do tipo Trading superou esses retornos, com 2,76% no mês e 15,89% no ano. 
    



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