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São Paulo é o Estado que mais gerou empregos em julho


A maior parte dos novos empregos é no comércio, onde 8.957 postos foram abertos. Franca lidera no interior com a indústria calçadista à frente


  Por Estadão Conteúdo 10 de Agosto de 2017 às 09:04

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O Estado de São Paulo liderou com folga a criação de postos de trabalho em julho.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelam que empresas paulistas criaram 21.805 empregos no mês passado.

Por outro lado, o Rio de Janeiro continua como lanterninha no mercado de trabalho e 9.320 vagas foram fechadas por empresas fluminenses.

A maior parte dos novos empregos no Estado de São Paulo é no comércio, onde 8.957 postos foram abertos.

Em seguida, aparecem o segmento de serviços (6.729 novos empregos), agricultura (3.599) e indústria (2.791). A construção civil paulista também voltou a contratar timidamente, com 459 novos postos de trabalho.

Após São Paulo, dois Estados com economia fortemente ligada ao agronegócio apresentaram dados positivos:

Mato Grosso com 8.085 empregos e Goiás com 4.745 novos postos de trabalho. Das 27 unidades da federação, 20 terminaram o mês passado com resultados positivos no Caged.

FRANCA

Localizada no interior de São Paulo, Franca lidera a lista de cidades que mais geraram emprego. O saldo de vagas foi de 6.001 vagas no 1.º semestre.

Dessas, 4.710 são da indústria do calçado, praticamente o mesmo número do 1.º semestre de 2016. "O fato de o emprego ter ficado estável já está bom, parou de piorar", disse presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Franca, José Carlos Brigagão do Couto.

Voltada para o sapato masculino, a indústria de Franca é sazonal: demite no último bimestre do ano e contrata no 1.º trimestre.

Neste ano, o déficit entre as demissões do último bimestre de 2016 e contratações do 1.º trimestre foi o menor desde 2012.

Neste ano, a sazonalidade do emprego está mais favorável porque as exportações no 1.º semestre subiram 2,12% em pares e 16,83% em dólar, por causa de novos mercados.

FOTO: EC