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Presidente da ACE de Pompeia defende micro empresa


“Somente como novos empregos é que conseguiremos fazer o comércio girar com maior intensidade”


  Por Redação Facesp 10 de Fevereiro de 2017 às 00:00

  | Da equipe de comunicação da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


O presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Pompeia, Rinaldo José Traskini, defendeu o fortalecimento das micro e pequenas empresas que são responsáveis por mais da metade dos empregos com carteira assinada (52% do total) segundo de levantamento feito com base em dados de 2016 do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “Para sair da crise, precisamos aumentar o poder de compra do consumidor”, falou o dirigente pompeense preocupado com a economia em geral. “Somente como novos empregos é que conseguiremos fazer o comércio girar com maior intensidade”, completou o dirigente ao observar os dados apresentados quantos aos novos postos de trabalho criados recentemente.

Mesmo admitindo que as micro e pequenas empresas também sofreram com a recessão, e precisaram demitir no último ano, ao longo do ano passado, elas encerraram 281 mil vagas, um número 35% superior ao resultado de 2015. “Isso naturalmente teve reflexo negativo no comércio em geral”, afirmou Rinaldo José Traskini, que assumiu no início do mês o cargo de presidente da associação comercial da cidade de Pompeia. “Apenas dois setores tiveram saldo positivo de empregos, o de Serviços, com 28,8 mil novas vagas, e o de Agropecuária, com 20 mil novos postos gerados em 2016”, leu a pesquisa realizada pelo Sebrae.

De acordo com os dados apresentados o setor que mais registrou fechamento de vagas foi o da Indústria da Transformação (-119,9 mil), seguido pela Construção Civil (-116,9 mil) e pelo Comércio (-91,3 mil vagas). Este mesmo levantamento em todas as regiões do país apresentaram redução do número de demissões nos pequenos negócios em dezembro de 2016, quando comparado a dezembro de 2015, como exemplo, no Norte, foram 9,3 mil vagas extintas no último mês de 2016, 31% a menos do que no ano anterior. No Sudeste, o saldo negativo foi de 112,6 mil empregos, 26% inferior às dispensas de dezembro de 2015. “Os micro e pequenos empreendedores dependem mais da mão de obra”, justificou o dirigente pompeense. “Eles tendem a demitir apenas em último caso, quando não há mais condição da manutenção”, acrescentou. 

Enquanto as micro e pequenas fecharam 281 mil vagas em 2016, os dados do Caged mostram que as grandes empresas demitiram 1,3 milhão de trabalhadores. “O raciocínio é logico”, defendeu. “Se uma empresa com quatro trabalhadores demite dois, há uma redução de 50% no quadro de funcionários”, comparou. “Por isso, ela segura mais o empregado”, completou Rinaldo José Traskini que aponta o atual nível de endividamento do setor um problema para 2017 inteiro. “O Governo precisa agir rápido, pois, a reação do comércio é lenta e já se passaram praticamente dois meses”, apontou o empresário no ramo de pneus. “Falta capital de giro e 83% dos pequenos não têm crédito ainda”, lembrou ao enxergar dificuldades no comércio caso o Governo não crie mais postos de trabalho e aumente o poder de compra do consumidor. “A renda familiar é o caminho”, indicou onde a economia vai melhorar se as famílias elevarem os ganhos.