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Comércio observa impostos em produtos carnavalescos


Adriano Luiz Martins comenta a visão errada do Governo em taxar produtos essenciais


  Por Redação Facesp 09 de Fevereiro de 2017 às 00:00

  | Da equipe de comunicação da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


O vice presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, Adriano Luiz Martins, admitiu que o mês de fevereiro não é um mês considerado forte no comércio varejista em virtude do Carnaval, que ao mesmo tempo que esvazia o comércio, atrai outros consumidores, que visitam a cidade neste período. “O problema maior está na tributação de produtos de grande procura neste período”, alertou o dirigente de Marília ao observar o levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), que mostra o preço do chope, com 62,20% de impostos que vão direto para os caixas dos governos. “Do preço pago pela caipirinha, com limão e cachaça, 76,66% são tributos”, exemplificou o dirigente mariliense.

Adriano Luiz Martins alerta para as fantasias, que normalmente são produtos procurados, principalmente pelo público infantil, sendo de tecido tem carga tributária de 36,41%. “Uma máscara de plástico, que também é bem procurada no Carnaval em geral, 43,93% são de impostos”, falou ao ter uma lista com os produtos mais procurados neste período e que recebem grande carga de impostos do Governo. “O confete e a serpentina, que têm carga tributária de 43,83%, também são outro exemplo”, completou o vice presidente da diretoria da Acim. “O spray de espuma, com 45,94% de impostos sobre o preço do produto”, registrou.

Para aqueles que pretendem aproveitar o feriado para viajar, terão de desembolsar 22,32% de tributos sobre passagem aérea e 29,56% que incidem sobre o valor da hospedagem. “Começa a inviabilizar qualquer planejamento”, opinou ao mostrar que muitos preços elevados são por conta da elevada carga tributária. “Precisamos de bom senso e neste caso é diminuir a carga tributária”, sugere o dirigente que acredita no crescimento da economia com mais empregos, menos impostos e menor juros. “Quem for acompanhar de perto os desfiles das escolas de samba, arcará com até 36,28% em tributos embutidos no valor do pacote que inclui a hospedagem, o ingresso e o transporte até o sambódromo”, verificou o dirigente mariliense, assustado com tanto imposto embutido nos preços.

Na opinião do vice presidente da diretoria da ACI de Marília a população não faz ideia das altas taxas de tributos agregados nesses produtos, e muitas vezes culpa o empresário. “Os legisladores justificam a elevada carga tributária sobre os produtos carnavalescos e de viagens por serem considerados bens supérfluos”, comentou. “Mas se esquecem que o turismo deveria ser estimulado constantemente, num País como o nosso”, completou o dirigente que defende o princípio da seletividade, quando os produtos deveriam ser tributados de acordo com a sua essencialidade, ou seja, quanto mais importante for para a população, menor deve ser a tributação. “É exatamente o contrário que acontece”, apontou. “Os governos taxam bem mais os produtos considerados supérfluos, artigos de luxo e itens que fazem mal à saúde, sem avaliar se é essencial ou não”, comentou o dirigente da associação comercial local.