São Paulo, 07 de Dezembro de 2016

/ Economia

Tombini diz que está vigilante com a inflação
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O presidente do Banco Central disse a executivos de finanças que o objetivo de levar a inflação para a meta de 4,5% ao ano em 2016 não foi abandonado

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, reafirmou nesta quarta (18) que a política monetária "está e continua vigilante", com o objetivo de levar a inflação para a meta de 4,5% no próximo ano.

"Há fatores que indicam ser factível a convergência da inflação para o centro (da meta) em 2016. Quero deixar claro nosso compromisso de convergência da inflação à meta", disse Tombini, em palestra realizada pelo banco Goldman Sachs para executivos financeiros, investidores e clientes do banco.

Tombini apontou que o realinhamento de preços relativos, como os administrados e a taxa de câmbio, provocam uma inflação elevada no começo do ano, mas a autoridade monetária acredita que este movimento deverá ficar "circunscrito" basicamente ao primeiro trimestre.

Acrescentou que o governo está adotando um amplo conjunto de medidas fiscais que visam a convergência da inflação "no horizonte relevante da política monetária". "Política fiscal consistente contribui para elevar a potência da política monetária", afirma.

O presidente do BC avalia que a economia brasileira está crescendo abaixo do potencial. Depois, fez um relato sobre a economia global, que na sua avaliação está em processo de recuperação, porém de forma desigual.

E mencionou a queda dos preços das commodities, que tem impactado as economias emergentes, ressaltando que, atualmente, os Estados Unidos continuam sendo a locomotiva da economia mundial.

FORTALECIMENTO DO DÓLAR

Para Tombini, o que mais chama a atenção no momento é o fortalecimento do dólar americano. "O 'dollar index' [índice que compara o dólar a diversas moedas] valorizou-se 25% nos últimos 12 meses", diz. Tombini destacou que a valorização é um fenômeno global.

Sobre a manutenção do programa de swap cambial (operações equivalentes à venda de dólar no mercado futuro), que deveria se encerrar no final deste mês, o presidente do BC afirmou que uma decisão deve sair nas próximas semanas.

Ele destacou que o programa visa oferecer proteção para o setor privado, inclusive em momentos de variação da moeda norte-americana, como ocorreu recentemente. "Estamos tranquilos em relação ao objetivo do programa, que tem tamanho significativo para oferecer proteção", afirma.



Redução maior foi discutida na reunião do Copom, mas ainda depende da queda na resistência de alguns componentes do índice de preços, segundo Ilan Goldfajn, presidente do BC

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Porém, no acumulado do ano, o valor supera o registrado em 2015. A informação é do Dieese, que diz que o salário mínimo necessário para suprir as necessidades das famílias seria R$ 3.940

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Nos primeiros dias de dezembro, a taxa média foi de 13,6% - superior aos 13,56% registrados em novembro, de acordo com Procon-SP

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