São Paulo, 28 de Maio de 2017

/ Economia

Recuperação do comércio segue em ritmo lento
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Para a equipe de economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a retomada das vendas vai acontecer com a continuidade das quedas dos juros

Em março, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE), as vendas do varejo restrito (que não considera veículos e materiais de construção) caíram 4% sobre o mesmo mês de 2016. 

Já o varejo amplo (que inclui todos os segmentos) mostrou diminuição de 2,7%, em igual base de comparação.

Segundo analise dos economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), no contraste com março do ano passado, salta aos olhos a queda do volume de vendas dos supermercados, mesmo considerando que a Semana Santa tenha ocorrido em março daquele ano, o que poderia refletir o efeito negativo da continuidade da queda dos salários.

Em sentido contrário, explicam os economistas da ACSP, as altas interanuais de 11,7% no chamado ramo duro do comércio (móveis e eletrodomésticos) e de 10,5% no ramo mole (tecidos, vestuário e calçados), surpreendem, podendo ser explicadas fundamentalmente pela base fraca de comparação do ano passado, além de um possível efeito estatístico da recente mudança da amostra em que a PMC se baseia.

“Pode-se dizer que a alta do desemprego, o crédito restrito, a diminuição da renda e a baixa confiança do consumidor são os principais obstáculos à retomada das vendas do comércio”, dizem os economistas da ACSP.

Segundo eles, a perspectiva continua sendo de lenta recuperação das vendas do comércio durante os próximos meses, até que a continuidade da redução dos juros básicos (Selic), por parte do Banco Central, redunde em diminuição efetiva do custo do crédito para as famílias, e a inflação cadente comece realmente a recompor seu poder aquisitivo perdido.



O uso obrigatório do novo código nas notas fiscais começa pela indústria, passa pelo atacado e, por último, o varejo.

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