São Paulo, 11 de Dezembro de 2016

/ Economia

Prévia da inflação oficial sobe 1,07% em abril
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Coleta de preços do dia 14 de março a 13 de abril do IPCA-15 mostra que os preços tiveram a maior alta para este mês desde 2003

Tradicionalmente a inflação do primeiro trimestre costuma subir mais - porque é nesta época que estão concentrados os reajustes de preços administrados - e, a partir de abril, entra em uma trajetória de desaceleração. Neste ano, esse movimento foi mais intenso por causa da correção de preços que estavam congelados, como o de combustíveis, por exemplo.

Por causa desta sazonalidade, a expectativa do mercado é de uma inflação abaixo de 1% em abril, apesar da prévia do índice de inflação, divulgada nesta sexta-feira (17/4), mostrar um número ainda acelerado.

A expectativa dos analistas do mercado financeiro é de que a inflação oficial de abril fique abaixo de 1%, mas a prévia, que é medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15), mostra uma alta de 1,07% neste mês.

Por ser uma prévia, o IPCA-15 carrega os preços coletados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) dos dias 14 de março a 13 de abril. Para efeito de comparação, em março, o IPCA-15 foi de 1,24%. A inflação oficial do mês passado, medida pelo IPCA, foi de 1,32%.

A divulgação do índice fechado de abril ocorre no dia 08 de maio. 

No acumulado deste ano, o IPCA-15 subiu 4,61%. Em 12 meses, ficou em 8,22% – percentual também recorde e o maior desde janeiro de 2004, quando foi de 8,46%, segundo o IBGE.

A expectativa dos analistas que participam do relatório semanal Focus, do Banco Central, é de que a inflação fechada do mês de abril fique em 0,65% e, no fim deste ano, em 8,13%.

Segundo o IBGE, o maior impacto individual para a aceleração do IPCA-15 de abril veio do preço da energia elétrica, que subiu 13,02%. Este item respondeu por 0,45 ponto percentual (p.p.) da taxa de 1,07%.

A forte elevação refletiu os reajustes que passaram a vigorar a partir do dia 2 de março, tanto na bandeira tarifária vigente (vermelha) - que aumentou 83,33%, ao passar de R$ 3,00 para R$ 5,50 - quanto nas tarifas, com a ocorrência de reajustes extraordinários.

O aumento da energia contribuiu para o grupo habitação ganhar força no IPCA-15 de abril. A alta foi de 3,66%, contra avanço de 2,78% no mês passado. Diante do resultado, este grupo adicionou 0,55 p.p. ao índice geral.

Além da energia, outros itens pressionaram o grupo, com destaque para a taxa de água e esgoto (1,05%), artigos de limpeza (0,93%), condomínio (0,87%), gás de botijão (0,82%), aluguel residencial (0,74%) e mão de obra e pequenos reparos ( 0,74%).

O grupo alimentação e bebidas exerceu a segunda maior influência sobre o IPCA-15, com participação de 0,26 p.p..

Só houve menor pressão sobre a prévia da inflação de quatro grupos – de um total de nove – pesquisados pelo IBGE. O grupo transportes subiu 0,33%, menos do que no mês anterior (1,91%), por causa da redução de preços de gasolina e etanol.

Os gastos com saúde e cuidados pessoais também subiram em menor ritmo, com avanço de 0,44% em abril, após alta de 0,96% em março. 

Apesar de exercer forte influência sobre o índice, o grupo alimentação e bebidas perdeu força no IPCA-15, ao subir 1,04% ante 1,22% no mês passado. As despesas com educação avançaram 0,14% em abril, depois da alta de 0,74% em março.

*Com informações de Estadão Conteúdo



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