Economia

Preços de combustíveis para consumidor já variam diariamente


O movimento nas bombas independe da política de preços da Petrobras, que reduziu o valor médio da gasolina em 5,9% e do diesel em 4,8%


  Por Estadão Conteúdo 30 de Junho de 2017 às 18:59

  | Agência de notícias do Grupo Estado


Os preços da gasolina e do óleo diesel já variam nas bombas diariamente, independentemente da política de preços da Petrobras, informou o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) em comunicado. 

A estatal anunciou nesta sexta-feira (30/06) que poderá alterar os preços em suas refinarias com mais frequência do que tem feito desde outubro. As mudanças começam a valer na próxima segunda-feira (03/07).

Com o argumento de que não comenta os preços das distribuidoras filiadas, o Sindicom se restringiu a afirmar que cinco variáveis compõem os preços do combustíveis para o consumidor final - o preço de aquisição do produto, tributos, logística, remuneração dos distribuidores e ganho dos revendedores.

Diz ainda que as oscilações da oferta e da demanda interferem no mercado, que é livre.

"Apenas duas dessas variáveis, custo do produto e tributos, são responsáveis por mais de 80% do preço final, e a margem média dos distribuidores representa menos de 5%, de acordo com informações publicadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)", destacou o sindicato das distribuidoras.

A Petrobras anunciou a redução do preço médio nas refinarias da gasolina em 5,9% e do diesel em 4,8%. Os novos valores começam a ser aplicados a partir das 0h deste sábado (01/07).

A estatal lembra que, como a lei garante liberdade de preços, os ajustes realizados nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor.

Se a redução anunciada hoje for integralmente repassada e não houver alterações nas demais parcelas que compõem o preço ao consumidor final, o diesel poderá cair 2,7%, ou cerca de R$ 0,08 por litro, em média, e a gasolina, 2,4%, ou R$ 0,09 por litro, em média.

Este é o último reajuste decidido pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP) antes da delegação da decisão de reajustar os preços da gasolina e do diesel à área de Marketing e Comercialização da estatal até o limite de 7% acumulado para mais ou para menos sobre os preços vigentes dos derivados nas refinarias.

A delegação, que permitirá reajustes mais frequentes, podendo até ser diários, entra em vigor na segunda-feira, dia 3 de julho. "Portanto, o reajuste aqui anunciado e decidido pelo GEMP não entra na conta do limite de 7% para mais ou para menos que será adotado a partir da segunda-feira", destaca a empresa.

De acordo com a Petrobras, a decisão do GEMP sobre os reajustes anunciados hoje foi guiada predominantemente por um aumento significativo nas importações no último mês, o que sinalizou a necessidade de ajustes de competitividade no mercado interno, além de refletir as variações recentes nos preços internacionais de petróleo e fretes.

Conforme princípios da política em vigor, a participação de mercado da companhia é um dos componentes de análise e os novos preços continuam com uma margem positiva em relação à paridade internacional, além de estarem alinhados com os objetivos do plano de negócios 2017-2021.

A estatal informa ainda que futuros ajustes de preços de combustíveis passarão a ser divulgados por meio da internet, no site da companhia e nos canais internos de comunicação aos clientes.

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