São Paulo, 26 de Maio de 2017

/ Economia

PIB do Brasil voltará a crescer em 2017
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Na avaliação do banco Santander, este será um ano de inflexão. Saques do FGTS podem dar estímulo adicional ao PIB em até 0,4%

O presidente do Santander, Sérgio Rial, avalia que 2017 será um ano de inflexão para o Brasil, marcado pela volta ao crescimento e queda da inflação para patamar impensável há alguns anos.

O PIB (Produto Interno Bruto do Brasil) pode crescer entre 0,5% a 1% este ano, prevê o executivo, ressaltando que há chances de o resultado final ficar mais próximo do topo do intervalo.

Os saques de contas inativas do FGTS podem dar um estímulo adicional ao PIB, estimado pelo Santander em 0,4 ponto porcentual.

O banco calcula que os saques podem injetar em torno de R$ 40 bilhões na economia e metade disso pode ser direcionado para o consumo.

"Foi uma medida muito acertada", diz o presidente do Santander.

Rial ressaltou em uma apresentação em evento da Câmara de Comércio Espanhola, a necessidade de avanço das reformas, que têm objetivo muito mais amplo do que equacionar as contas públicas brasileiras.

O presidente ressaltou, por exemplo, a necessidade de reforma trabalhista para que o país crie mais emprego. "O século 21 se caracteriza pela não criação de empregos."

A falta de geração de empregos é uma das explicações para fenômenos como a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, e a vitória de Donald Trump para ser presidente dos Estados Unidos.

"São reflexos de uma sociedade que não consegue gerar emprego para grandes contingentes de pessoas."

Para o presidente do Santander, existe um preço para o Brasil voltar a crescer e a sociedade se dá conta deste preço.

Ao mesmo tempo, mudanças tecnológicas afetaram a forma de se criar empregos em diversos setores e novas profissões estão surgindo. Ele citou o próprio setor financeiro, que já empregou 2 milhões de pessoas no Brasil e hoje emprega em torno de 500 mil.

*FOTO: Thinkstock



Já sob impacto da crise, a taxa de inflação projetada para 2017 caiu de 3,93% para 3,92%, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central

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Os próximos desafios, segundo o presidente, serão aprovar a reforma da Previdência e fazer voltar os investimentos

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Boletim do Banco Central também reduziu, pela nona vez seguida, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2017

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