Economia

Pequenos empresários estão mais confiantes


Os mais otimistas são os comerciantes, segundo levantamento do Insper/Santander. A expectativa de melhora nas condições macroeconômicas reflete na confiança


  Por Estadão Conteúdo 26 de Julho de 2016 às 13:59

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O índice de confiança dos empresários de pequenos e médios negócios para o terceiro trimestre de 2016 atingiu 60,35 pontos, uma alta de 3,18% quando comparado ao segundo trimestre, de acordo com pesquisa do Insper/Santander. 

Na divisão por setores, o comércio teve avanço de 5,46%, enquanto a indústria subiu 3,45% e serviços registrou retração de 0,85%.

Dos seis tópicos sobre os quais os pequenos empresários foram questionados, quatro apresentaram alta e os outros dois, queda. O melhor resultado foi nas expectativas para a Economia do País (12,19%), seguida por Ramo de atuação (+6,19%), Faturamento (+1,8%) e Lucro (+0,76%). Já as quedas foram em Investimento (-1,01%) e Empregados (-0,12%).

Na divisão por regiões, houve melhora no Centro-Oeste (+6,68%), Sul (+4,05%), Nordeste (+3,61%) e Sudeste (+2,90%). A única queda foi no Norte (-2,49%).

Segundo o professor e pesquisador do Insper Gino Olivares, o avanço da confiança dos pequenos empresários foi puxado pelas expectativas em relação ao desempenho da economia brasileira. 

"O indicador sugere que os empresários estão mais otimistas em função das mudanças percebidas ou esperadas nas condições macroeconômicas no País, que podem representar uma recuperação mais rápida da atividade econômica", comentou.

Para Marcelo Aleixo, superintendente executivo de pequenas e médias empresas do Santander, a continuidade do apoio a essas companhias se faz ainda mais importante quando elas voltam a acreditar na retomada da economia.

O Insper realizou 1.262 entrevistas telefônicas. A margem de erro da pesquisa é de 1,4 ponto porcentual, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O indicador mede a confiança do empresário de pequenos e médios negócios (com faturamento de até R$ 80 milhões) na economia brasileira.

O índice reflete as perspectivas deste grupo com relação ao futuro da economia, do seu setor e do seu próprio negócio. Os entrevistados respondem questões obedecendo a uma escala de 0 a 100 pontos, onde 100 representa o nível máximo de confiança.

IMAGEM: Thinkstock