Economia

Para PNBE, Temer já mudou expectativas dos empresários


Mario Ernesto Humberg, presidente da entidade, diz que há consciência de que os resultados das ações não serão imediatos


  Por Estadão Conteúdo 16 de Maio de 2016 às 11:44

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O primeiro coordenador geral do Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE), entidade empresarial não corporativa, Mario Ernesto Humberg, disse que o início do governo Michel Temer já mudou a expectativa dos empresários com relação à economia brasileira.

"Ficamos mais esperançosos de que esse governo tome medidas para racionalizar a economia e reverter esse processo de retração. Mas temos consciência de que os resultados dessas ações não serão imediatos".

Humberg fez a afirmação ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real da Agência Estado) antes da palestra com o ministro do supremo Tribunal federal (STF), Luís Roberto Barroso, em evento promovido pelo PNBE e a Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap).

De acordo com Humberg, há duas ações que o empresariado espera do governo para a retomada do crescimento: ampliar as concessões em infraestrutura, onde há potencial de atração de investimentos e geração de empregos e alavancar o comércio exterior.

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"A presidente afastada Dilma Rousseff não deu muita atenção ao tema, porque se aproximou muito de países de ideologias próximas e deixou de abrir mercados relevantes. O atual ministro das Relações Exteriores, José Serra, já começou bem, reagindo a países que estão fazendo campanha para desacreditar o governo Temer", disse.

Sobre a criação de novos ou a retomada de antigos tributos, como a CPMF, Humberg comentou que medidas como essas são ruins. "Prefiro que o governo atue na simplificação tributária e não no aumento de impostos. E que o ministério da transparência faça o papel também de desburocratizador."

EXPECTATIVA

O Índice Fecap de Expectativas nos Negócios (IFecap), calculado mensalmente pela Fecap sobre o comércio varejista do Estado de São Paulo, indica o fim do ciclo histórico de queda na confiança dos comerciantes paulistas, embora o indicador continue em patamares historicamente baixos.

Em março, com ajuste, registrou 72,79 pontos, alta de 1,3% ante fevereiro, mas retração de 26,5% ante março de 2015. As expectativas para o próximo trimestre é o que justifica a interrupção de queda, já que há uma alta de 18,2% no indicador.

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Foto: Estadão Conteúdo