São Paulo, 06 de Dezembro de 2016

/ Economia

Mercado eleva previsão de inflação pela quarta semana seguida
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O Relatório Focus, do BC, também fixou em 13,5% sua previsão para a Selic em 2015. Para os analistas de mercado, os preços e os juros começam a arrefecer apenas em 2016

A previsão para a inflação de 2015, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi elevada novamente pelos analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central (BC) para o Relatório Focus. Essa foi a quarta elevação seguida no índice, que agora é projetado em 8,29% no ano, contra 8,26% da semana anterior. Há um mês, essa projeção estava em 8,13%.

Para o fim de 2016, a mediana das projeções para o IPCA caiu de 5,60%, mesmo número de quatro semanas atrás, para 5,51%. As expectativas para a inflação suavizada 12 meses à frente foram reduzidas de 5,96% para 5,94%. 

JUROS

O mercado financeiro manteve a previsão para a Selic – a taxa básica de juros - no fim deste ano em 13,50%. A ação mais recente do Conselho de Política Monetária (Copom) foi a de aumentar a taxa básica de juros de 12,75% ao ano para 13,25% ao ano. 

Há um mês, a estimativa observada no boletim era de que a Selic encerrasse 2015 em 13,25% ao ano. 

No caso do fim de 2016, a mediana das projeções, que se manteve 18 semanas seguidas em 11,50% ao ano, passou agora para 11,63%, o que indica uma clara divisão do mercado sobre o rumo dos juros no encerramento do ano que vem. 

PREÇOS ADMINISTRADOS

As projeções para os preços administrados – aqueles controlados, a exemplo de combustíveis, gás ou eletricidade - em 2015 voltaram a subir ao passarem de 13,05% para 13,20%, de acordo com o relatório do BC. 

Essa previsão para os administrados deste ano leva em conta uma alta de 38,3% na tarifa de energia elétrica. No caso de telefonia fixa a previsão do BC é de uma queda de 4,1% em 2015.

Para formar seu cenário para os preços administrados, o BC informou também que levou em conta hipótese de elevação de 9,8% no preço da gasolina (ante 8% de março) e de alta de 1,9% no preço do botijão de gás - a estimativa anterior era de 3,2%.

Para 2016, a expectativa no boletim Focus é a de que a pressão para a inflação desse conjunto de itens seja menor. A mediana das estimativas passou de 5,76% para 5,71%. Há quatro semanas estava em 5,50%.

CÂMBIO

O Relatório Focus não traz alterações para o cenário de dólar este ano. De acordo com o documento, a mediana das estimativas para o câmbio no encerramento de 2015 seguiu em R$ 3,20. Quatro edições anteriores do relatório a mediana estava em R$ 3,25.

Já para 2016, a cotação final seguiu em R$ 3,30 pela quinta semana seguida. 

INFLAÇÃO NA INTERNET

O Índice de Inflação na Internet (e-flation), pesquisado pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) em parceria com o Programa de Administração de Varejo (Provar), acelerou para 2,64% em abril, ante deflação de 0,4% em março e de 3,77% em abril do ano passado. Com o resultado, o indicador acumula alta de 0,71% em 12 meses.

De acordo com os dados do levantamento, houve alta de preços em sete das dez categorias pesquisadas: brinquedos (4,07%), eletrodomésticos (0,98%), informática (4,3%), livros (5,85%), medicamentos (3,09%), perfumes e cosméticos (4,82%) e telefonia e celulares (0,97%). Os grupos CDs e DVDs, cine e foto e eletroeletrônicos, por sua vez, registraram deflação de 0,15%, 0,42% e 0,58%, respectivamente.

O e-flation foi criado em 2004 pelo Provar e pela Felisoni Consultores Associados, com o objetivo de monitorar a variação dos preços de produtos de consumo comprados por meio do comércio eletrônico.

*Com informações de Estadão Conteúdo



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