São Paulo, 09 de Dezembro de 2016

/ Economia

Levy participa em NY de reunião com Dilma e empresários brasileiros
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Ministro retoma agenda de viagem presidencial e afirma que está tudo bem com sua saúde

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy chegou no final da reunião da presidente Dilma Roussef com 25 empresários brasileiros que possuem investimentos nos Estados Unidos. O encontro foi o primeiro compromisso da presidente na viagem oficial aos Estados Unidos

Internado na sexta-feira, 26, com dores no peito, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que não contrariou recomendação médica ao decidir viajar aos Estados Unidos para participar da visita presidencial ao país. "Não descumpri ordem de ninguém, sou muito obediente", disse o ministro em Nova York. Perguntado se teve uma embolia pulmonar, Levy respondeu: "Acredito que não. Estou bem."

Entre os empresários e executivos presentes à reunião estavam Frederico Curado, da Embraer, André Gerdau Johannpeter, da Gerdau, Rubens Ometto, da Cosan, Wesley Batista, da JBS, e José Luis Cutrale, da Cutrale. Também participou da reunião Carlos Fadigas, presidente da Braskem, empresa formada por uma associação entre a Odebrecht e a Petrobras, envolvidas no escândalo Lava Jato.

A PRESIDENTE DILMA COM SEUS MINISTROS E EMPRESÁRIOS BRASILEIROS/Foto: Roberto Stuckert/Agência Brasil

O objetivo do encontro foi discutir a presença de companhias brasileiras no mercado americano e formas de ampliar as relações comerciais entre os dois países. Cada empresário falou um pouco de seu setor. Segundo relato de Batista, da JBS, “falou-se mais das oportunidades entre Brasil e os Estados Unidos, que é o motivo da viagem. Foi pouco citada a questão interna no Brasil; nem era o propósito da reunião. Alguns setores levantaram a questão do impacto do ajuste fiscal, da desoneração".

A presidente estava acompanhada dos ministros Nelson Barbosa, do Planejamento, Armando Monteiro, do Desenvolvimento, e do presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), David Barioni Neto.

Depois de participar da reunião com Dilma e os empresários, o ministro Joaquim Levy planejava ficar no hotel e se preparar para a maratona de atividades a partir de segunda-feira. Em relação à visita, afirmou que a equipe “tem bastante coisa para fazer, a economia está em um momento importante. Acho que é uma oportunidade boa."

O setor econômico-comercial ocupará grande parte dos anúncios que Dilma e o presidente Barack Obama farão depois de seu encontro de trabalho, na terça-feira. Com o fim do boom das commodities decorrente da desaceleração da China, o Brasil busca novas fontes de crescimento no exterior. Na expectativa de Brasília, medidas de facilitação de comércio que serão anunciadas durante a visita poderão provocar aumento de 10% nos embarques nacionais para os EUA.

No ano passado, o Brasil vendeu US$ 27 bilhões ao mercado norte-americano, o segundo maior para as exportações do país depois da China. Mas diferente do país asiático, os EUA compram principalmente produtos industrializados do Brasil, que têm impacto mais positivo sobre o crescimento e a geração de emprego.

 



Citando o ajuste fiscal, o teto para despesas e os investimentos em infraestrutura, o presidente disse que já há sinais de retomada da economia com as medidas em andamento

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