São Paulo, 30 de Setembro de 2016

/ Economia

IPCA-15 é o maior em 15 anos
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Indicador reflete preços coletados do dia 15 de janeiro a 15 de fevereiro e sinaliza como deve ser a evolução no mês

Um prévia da inflação de fevereiro surge hoje com a divulgação do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) – o indicador, mostra uma alta de 1,33% dos preços na primeira quinzena do mês.

Como uma forma de acompanhar o ritmo da inflação, este índice mensal é formado pela coleta de preços do dia 15 de janeiro a 15 deste mês. O resultado fechado da inflação oficial de fevereiro, porém, será divulgado no começo de março. 

Para se ter uma ideia, o IPCA-15 de janeiro subiu 0,89% e o resultado fechado do mesmo mês foi uma aceleração de 1,24%.  

O índice de quinze dias divulgado hoje foi o maior desde fevereiro de 2003, quando atingiu 2,19%. O resultado, porém, ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, que esperavam alta de 1,21% a 1,38%. 

Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumula alta de 2,23% no ano e avanço de 7,36% em 12 meses até fevereiro, acima do teto de tolerância do governo, de 6,5%.

Os gastos com Educação subiram 5,98% no IPCA-15 de fevereiro, ante um aumento de 0,30% em janeiro, segundo o IBGE. 
Foi o maior resultado do grupo no mês, o que resultou numa contribuição de 0,28 ponto percentual (p.p.) para a inflação.

O aumento nas despesas das famílias com educação reflete os reajustes de mensalidades praticados no início do ano letivo. 

Houve impacto, principalmente, dos aumentos nos cursos regulares, que subiram 7,29%. As mensalidades dos cursos diversos – que incluem idioma e informática, por exemplo – ficaram 7,18% mais caras.

Outro fator que pesou bastante para o resultado do IPCA-15 foi o aumento da tarifa de energia, que subiu 7,70%. A contribuição deste preço foi de 0,23 p.p. para o índice de 1,33% registrado neste mês. 

Houve reajuste nas tarifas de algumas regiões e elevação de impostos, mas o item também refletiu a entrada em vigor do Sistema de Bandeiras Tarifárias. 

O modelo de cobrança, que passou a vigorar a partir de 1º de janeiro, repassa ao consumidor o custo maior com o acionamento de usinas térmicas.

Como resultado, as despesas com Habitação aumentaram 2,17% em fevereiro, ante alta de 1,23% em janeiro.

Ainda no grupo Habitação, houve pressões também dos gastos maiores com condomínio (0,97%), mão de obra para pequenos reparos (0,91%), gás de botijão (0,89%), taxa de água e esgoto (0,68%) e aluguel residencial (0,65%).



No trimestre encerrado em agosto, a taxa subiu para 11,8% ante 11,2% no trimestre anterior, que já era a maior da série histórica do IBGE

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