São Paulo, 21 de Fevereiro de 2017

/ Economia

Investimento na economia recuou 1,1% em novembro
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Os dois principais componentes do índice apresentaram comportamentos opostos. O consumo aparente de máquinas e equipamentos caiu, enquanto o indicador de construção civil avançou

O Instituto de Política Pública Aplicada (Ipea) detectou recuo de 1,1% no indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) de novembro de 2016, em comparação com o mês anterior.

Apesar da taxa negativa, essa foi a menor queda registrada desde julho para o dado que mostra a situação de investimentos. Ante igual mês do ano anterior, a retração foi de 11,4%.

De acordo com o Ipea, os dois principais componentes do índice apresentaram comportamentos opostos.

O consumo aparente de máquinas e equipamentos - que inclui a produção industrial doméstica, acrescida das importações e excluídas as exportações - recuou 4,3%, enquanto o indicador de construção civil avançou 1,8%. Ambos em comparação a outubro.

Apesar do consumo aparente de máquinas e equipamentos ter caído, o Ipea destacou nesse grupo a alta de 3,6% na produção de bens de capital, ante o mês anterior.

"No entanto, esse crescimento foi mais que compensado pela forte elevação das exportações de bens de capital, que avançaram expressivos 89,1% na margem, impulsionadas pela venda de uma plataforma de petróleo. Por sua vez, as importações de bens de capital caíram 4,7% na mesma base de comparação", ressaltou o Ipea em nota.

Na Carta de Conjuntura, também divulgada nesta segunda pelo instituto, foi divulgado ainda que caso a FBCF apresente crescimento nulo em dezembro, o último trimestre do ano terá sido de retração sobre o período anterior.

"Esse resultado, por sua vez, faria a FBCF fechar 2016 com uma queda de 11,2%", segundo a Carta. Em 2015, o recuo foi de 13,9%, no indicador ajustado sazonalmente.

FOTO: Thinkstock



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