São Paulo, 03 de Dezembro de 2016

/ Economia

Inflação diminui só no longo prazo, diz pesquisa do Banco Central
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As projeções para este ano, entretanto, subiram pela quinta semana consecutiva, chegando a 8,31% ao final de 2015. As previsões para os juros e o PIB se mantiveram congeladas

Pouco a pouco o Banco Central (BC) tem conseguido mexer com as expectativas de inflação para o longo prazo. As previsões do mercado financeiro seguem ainda acima de 4,5%, referência atual de meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2015 e 2016, mas mostram algum refresco.

Para 2016, por exemplo, o mercado externou no relatório Focus, publicado nesta segunda-feira (18/5) pelo BC, a perspectiva do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 5,50%, leve ajuste ante os 5,51% projetados na semana anterior.

Essa queda, afirmam economistas que não são necessariamente os consultados para a pesquisa pelo Banco Central, está estreitamente vinculada ao baixo crescimento ou à recessão da economia. Com a produção caindo, os preços tendem a baixar. 

Reduções maiores, entretanto, só estão previstas mais para frente, segundo a pesquisa do Banco Central. A mais significativa se deu para o ano de 2019, com a mediana das projeções passando de 4,70%, na semana passada, para 4,59% agora. 

No caso de 2018, a queda no período foi de 5,0% para 4,90%, também se levando em conta a mediana das projeções. Para 2017, a taxa esperada ficou inalterada em 5,0%.

Mas para este ano as perspectivas correm no sentido contrário. Pela quinta semana consecutiva as projeções para o IPCA foram elevadas pelo mercado, passando de 8,29% para 8,31% no final de 2015.

JUROS

Os analistas do mercado financeiro não alteraram suas projeções para a taxa básica de juros (Selic) em suas apostas expressas no Relatório Focus. A taxa foi mantida em 13,50% para o final de 2015. A taxa atual é de 12,75% ao ano.

Para 2016, a previsão para a Selic também ficou estável, pela quinta semana seguida, em 12%.

ECONOMIA

A expectativa mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 ficou congelada em queda de 1,20%, como na semana anterior. Há quatro semanas, a projeção era de recuo de 1,03% do PIB deste ano. 

Para 2016, a mediana das projeções se manteve em crescimento de 1% pela quinta semana seguida.

DÓLAR

O Relatório Focus mostrou que o mercado financeiro praticamente não fez alterações para o cenário de dólar deste ano e do próximo ano. A única mudança em relação a esta variável ocorreu na previsão para a taxa média do ano que vem, que subiu de R$ 3,23 para R$ 3,25. Um mês antes, a mediana estava em R$ 3,21.

Para os demais períodos, todas as estimativas ficaram congeladas. A cotação final de 2016, por exemplo, seguiu em R$ 3,30 pela sexta semana seguida. A mediana das estimativas para o câmbio no encerramento de 2015 continuou em R$ 3,20. 



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