São Paulo, 25 de Maio de 2017

/ Economia

Inflação chega a 8,24%, a maior desde 2004
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A prévia do índice, medida pelo IPCA-15, mostrou elevação de 0,6% entre abril e maio, o que fez a taxa acumular alta de 8,24% em 12 meses. Mas em relação a abril a inflação arrefeceu

A prévia da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) mostra alta de 0,6% em maio, o que levou a taxa medida nos últimos 12 meses a 8,24%, patamar mais elevado desde janeiro de 2004. Os números foram divulgados nesta sexta-feira, 22, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado em 12 meses o resultado também supera o teto da meta estabelecida pelo governo para a inflação, de 6,5%. Entretanto, o resultado de maio aponta desaceleração da taxa, especialmente quando comparada ao resultado de abril, quando o IPCA-15 avançou 1,07%.    

Em abril, a inflação foi puxada pelo preço da energia elétrica. As contas de energia, que têm peso de 3,88% nas despesas das famílias, tiveram alta de 13,02% no mês passado, enquanto em maio a variação foi de 1,41%. Com isso, o índice do grupo habitação recuou de 3,66% para 0,85%.

A forte elevação em abril refletiu reajustes que passaram a vigorar em 02 de março, tanto na bandeira tarifária vigente (vermelha) - que aumentou 83,33% - quanto nas tarifas, com a ocorrência de reajustes extraordinários.

Em contrapartida, o grupo dos alimentos continuou aumentando, com destaque para os reajustes nos preços do tomate (19,79%), cebola (18,83%), cenoura (10,45%), leite (2,64%), pão francês (2,23%), óleo de soja (2,17%), carnes (1,40%), frango em pedaços (1,30%).

No ano, até maio, a inflação acumula alta de 5,23%

*com informações do Estadão Conteúdo



Famílias de renda mais alta, que recebem acima de R$ 9.600 mensais, estão antecipando a queda do indicador, de acordo com a FGV

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O indicador teve alta de 0,21% no mês anterior, de acordo com o IBGE. Em 12 meses, o resultado ficou abaixo de 4%, após quase 10 anos

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Já sob impacto da crise, a taxa de inflação projetada para 2017 caiu de 3,93% para 3,92%, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central

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