São Paulo, 07 de Dezembro de 2016

/ Economia

Inflação chega a 8,24%, a maior desde 2004
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A prévia do índice, medida pelo IPCA-15, mostrou elevação de 0,6% entre abril e maio, o que fez a taxa acumular alta de 8,24% em 12 meses. Mas em relação a abril a inflação arrefeceu

A prévia da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) mostra alta de 0,6% em maio, o que levou a taxa medida nos últimos 12 meses a 8,24%, patamar mais elevado desde janeiro de 2004. Os números foram divulgados nesta sexta-feira, 22, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado em 12 meses o resultado também supera o teto da meta estabelecida pelo governo para a inflação, de 6,5%. Entretanto, o resultado de maio aponta desaceleração da taxa, especialmente quando comparada ao resultado de abril, quando o IPCA-15 avançou 1,07%.    

Em abril, a inflação foi puxada pelo preço da energia elétrica. As contas de energia, que têm peso de 3,88% nas despesas das famílias, tiveram alta de 13,02% no mês passado, enquanto em maio a variação foi de 1,41%. Com isso, o índice do grupo habitação recuou de 3,66% para 0,85%.

A forte elevação em abril refletiu reajustes que passaram a vigorar em 02 de março, tanto na bandeira tarifária vigente (vermelha) - que aumentou 83,33% - quanto nas tarifas, com a ocorrência de reajustes extraordinários.

Em contrapartida, o grupo dos alimentos continuou aumentando, com destaque para os reajustes nos preços do tomate (19,79%), cebola (18,83%), cenoura (10,45%), leite (2,64%), pão francês (2,23%), óleo de soja (2,17%), carnes (1,40%), frango em pedaços (1,30%).

No ano, até maio, a inflação acumula alta de 5,23%

*com informações do Estadão Conteúdo



Porém, no acumulado do ano, o valor supera o registrado em 2015. A informação é do Dieese, que diz que o salário mínimo necessário para suprir as necessidades das famílias seria R$ 3.940

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Com o resultado, o índice medido pela FGV acumulou alta de 6,02% no ano e avanço de 7,05% em 12 meses

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As estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) passaram de retração de 3,49% para queda de 3,43%. Esta estimativa interrompe uma sequência de oito semanas consecutivas de projeções negativas no Relatório Focus

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