Economia

Inflação até agosto acumula 1,62%. É a menor taxa desde 1994


No mês, a taxa ficou em 0,19%, principalmente devido aos preços dos alimentos, informa o IBGE


  Por Agência Brasil 06 de Setembro de 2017 às 09:52

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, ficou em 0,19% em agosto deste ano.

A taxa é a mais baixa para meses de agosto desde 2010 (0,04%). A taxa ficou abaixo dos 0,24% de julho deste ano e dos 0,44% de agosto do ano passado.

Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (6/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IPCA acumula taxa de 1,62% no ano, a menor acumulada para o período desde o início do plano real, em 1994.

Em 12 meses, a taxa acumulada chega a 2,46%, abaixo do piso da meta de inflação, que é de 3%

Os alimentos foram os principais responsáveis pelo recuo da inflação em agosto, com uma queda de preços de 1,07% no mês. O grupo de despesas comunicação teve uma deflação (queda de preços) de 0,56%.

Por outro lado, os transportes (com inflação de 1,53% no mês) e habitação (0,57%) foram, mais uma vez, os responsáveis por evitar uma queda maior do IPCA.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação dos preços da cesta de compras de famílias com renda de até cinco salários mínimos, registrou deflação (queda de preços) de 0,03% em agosto deste ano.

A taxa é inferior ao registrado pela inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, em agosto (0,19%) e pelo próprio INPC em julho (0,17%).

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De acordo com dados divulgados hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador acumula taxas de 1,27% no ano e de 1,73% em 12 meses.

Em agosto, os produtos alimentícios tiveram uma deflação de 1,18%, enquanto os não alimentícios registaram uma inflação de 0,48%.

ALIMENTOS 

As famílias brasileiras voltaram a gastar menos com alimentação em agosto, pelo quarto mês consecutivo.

O grupo Alimentação e Bebidas saiu de uma queda de 0,47% em agosto para um recuo de 1,07% no último mês.

"Nesse ano, alimentação tem ajudado bastante a arrefecer a inflação", declarou Fernando Gonçalves, gerente na Coordenação de Índices de Preços do IBGE.

De acordo com o IBGE, as reduções de preços ainda são resultado da safra recorde de grãos esperada para este ano no País. O grupo Alimentação, que responde por 25% das despesas das famílias, deu uma contribuição de -0,27 ponto porcentual para o IPCA de 0,19% de agosto.

O recuo foi suficiente para anular o aumento de 1,53% nas despesas com transportes, que resultou em pressão positiva de 0,27 ponto porcentual na inflação do mês.

"Não fosse o aumento em transportes o IPCA poderia ter ficado menor", ressaltou Gonçalves.

Os alimentos para consumo em casa ficaram 1,84% mais baratos. Os destaques foram feijão carioca (-14,86%), tomate (-13,85%), açúcar cristal (-5,90%), leite longa vida (-4,26%), frutas (-2,57%) e carnes (-1,75%).

Já a alimentação consumida fora de casa subiu 0,35% em agosto. Com exceção das regiões metropolitanas de Belém (-0,79%) e de Curitiba (-0,54%), as demais tiveram variações positivas, que foram desde um aumento de 0,03% em Belo Horizonte a um avanço de 2,49% em Salvador.

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