São Paulo, 10 de Dezembro de 2016

/ Economia

Índices revelam aumento do desemprego
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Números divulgados nesta quinta-feira (12/3) pela Fundação Getúlio Vargas e pelo IBGE mostram quadro de deterioração do mercado de trabalho

 

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) avançou 1,2% em fevereiro na comparação com o mês anterior, para 78,0 pontos, considerando os dados ajustados sazonalmente.

O resultado mantém a tendência de alta iniciada em 2014, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em janeiro, o ICD havia subido 4,8%. "O resultado sinaliza piora do mercado de trabalho em fevereiro", destacou a FGV, em nota.

O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho.

Já o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou 4,3% em fevereiro ante janeiro, nos dados com ajuste sazonal, para 71,0 pontos, o menor nível da série, iniciada em abril de 2009.

O resultado sucede a queda de 2,4% registrada em janeiro e corrobora a percepção de desaquecimento do mercado de trabalho para os próximos meses, disse a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

"Os resultados apontam que a redução do emprego deve continuar no primeiro trimestre do ano, principalmente pela piora nas expectativas de trabalhadores e empresas em relação ao mercado de trabalho.”

“Adicionalmente, a piora na percepção dos negócios, principalmente no setor de serviços intensivos em mão de obra, deve contribuir também para elevação das demissões e, consequentemente, do desemprego, nos próximos meses", disse o economista Rodrigo Leandro de Moura, pesquisador da FGV, em nota.

Dos sete componentes do IAEmp, os que mais contribuíram negativamente em fevereiro ante janeiro foram a expectativa dos consumidores em relação ao emprego futuro (-13,2%) e avaliação mais pessimista dos empresários em relação à tendência dos negócios no setor de serviços (-5,3%).

O IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.

IBGE TAMBÉM TRAZ PESSIMISMO

O nível de ocupação, que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar, caiu de 56,9% no trimestre encerrado em dezembro para 56,7% no trimestre encerrado em janeiro.

O dado, que indica uma diferença bastante pequena, é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira, 12.

O IBGE passa, a partir de agora, a divulgar mensalmente os dados referentes aos trimestres móveis encerrados a cada mês.

Segundo o órgão, a metodologia de coleta e cálculo da pesquisa impede isolar os dados apenas de um mês. A série histórica da pesquisa, com resultados para trimestres encerrados mês a mês, teve início em janeiro de 2012.

A população desocupada cresceu de 6,5 milhões de pessoas em dezembro para 6,8 milhões de pessoas em janeiro. Já a população ocupada recuou de 92,8 milhões de pessoas em dezembro para 92,7 milhões de pessoas em janeiro.



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...o movimento de melhora relativa do indicador da FGV abre apenas a possibilidade de uma redução no ritmo de queda dos investimentos produtivos nos próximos meses

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