São Paulo, 09 de Dezembro de 2016

/ Economia

Índice de confiança do comércio cai em abril
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A queda ocorre pelo oitavo mês seguido, de acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio. A expectativa dos empresários para o futuro também não é otimista

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou um novo piso histórico em abril, ao cair para 87,2 pontos, o que representa recuos de 8,2% ante março e de 25,1% em relação a abril de 2014. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, (7/5), pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Foi a oitava queda na comparação com o mês anterior, mas apenas a segunda leitura abaixo de 100 pontos (abaixo disso, a medição entra no campo do pessimismo). A primeira leitura abaixo do limite foi verificada em março passado. A série do Icec da CNC começou em março de 2011.

"Em um ano em que o PIB deverá registrar retração, e em que as vendas do setor caminham para o seu pior resultado em doze anos, as expectativas para os próximos meses e as intenções de investimentos vêm sendo seguidamente revistas para baixo por parte dos empresários do setor", divulgou a CNC em nota.

Segundo a entidade, como vem ocorrendo desde agosto do ano passado, o subíndice relacionado ao grau de satisfação com as condições correntes (ICEAC) foi o principal responsável pela baixa, com piora sensível na passagem de 2014 para 2015. 

No mês passado, nove em cada dez empresários do comércio (90,4% dos entrevistados) perceberam piora das condições correntes da economia nacional, contra 61,3% em abril de 2014.

O subíndice que mede as expectativas em relação ao futuro (IECC) ficou em abril pela primeira vez no campo pessimista, abaixo dos 100 pontos, após registrar recuos de 9,0% ante março e de 30,1% em relação a abril de 2014. 

Com isso, caiu também o subíndice que mede a intenção de contratar funcionários: recuo de 6,9% ante março e de 25,2% em relação a abril de 2014.

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É curioso notar que a maioria dos entrevistados que manifestaram confiança no desempenho da economia não sabe explicar a razão das expectativas positivas

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