São Paulo, 25 de Setembro de 2016

/ Economia

Inadimplência do consumidor cresce 15,8% no 1º trimestre
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Levantamento mostra que os cheques sem fundo foram os responsáveis pela alta do indicador

O brasileiro começou o ano com mais dívidas em atraso. O indicador de inadimplência do consumidor da Serasa Experian, divulgado nesta quarta-feira (15/04), cresceu 15,8% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

Em março, os calotes ficaram praticamente estáveis, com aumento de 0,2% sobre fevereiro e de 13,4% sobre igual mês do ano passado.

Os cheques sem fundo foram os vilões com período. O número de pagamentos rejeitados cresceu 25,1%, constribuindo em 1,5 ponto porcentual (p.p.) para a alta da inadimplência. Os títulos protestados também colaboraram com variação de 25% – contribuição de 0,4 p.p.).

O indicador só não subiu mais porque as dívidas não bancárias – cartões de crédito, financeiras, lojas e prestadoras de serviços, como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água – e a inadimplência junto aos bancos apresentaram queda de 2,3% e 1,5%, contribuindo negativamente com 1,0 p.p. e 0,7 p.p., respectivamente.

Na avaliação da equipe de economistas da Serasa Experian, as altas das taxas de juros, a escalada da inflação e a perspectiva de aumento do desemprego determinaram elevação dos níveis de inadimplência do consumidor neste primeiro trimestre de 2015.

Segundo a pesquisa, os caloteiros escolheram deixar de pagar dívidas mais altas. O valor médio dos títulos protestados, dos cheques sem fundo e das dívidas com os bancos teve alta de 3,4%, 9,8% e 0,4%, respectivamente. No mesmo período, o valor médio das dívidas não bancárias subiu 35%

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados, dívidas vencidas com bancos e dívidas não bancárias (lojas em geral, cartões de crédito, financeiras, prestadoras de serviços como fornecimento de energia elétrica, água, telefonia etc.) em todo o país.



Se não fossem as operações de reestruturação de dívidas, a inadimplência teria encerrado o semestre em 4,4%, informa Banco Central

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