São Paulo, 10 de Dezembro de 2016

/ Economia

Focus eleva ainda mais a previsão da inflação
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O mercado financeiro agora também chegou ao consenso de que haverá uma elevação da Selic dos atuais 12,75% ao ano para 13,25%

Após o Banco Central informar que espera uma inflação de 7,9% em 2015, o mercado financeiro apresentou leve revisão, de 8,12% para 8,13% em suas estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período.

Há um mês, a mediana das previsões para o indicador estava em 7,47%. Esta é a décima terceira semana consecutiva em que há alta das projeções para esse indicador.

No Top 5 de médio prazo, que é o grupo dos economistas que mais acertam as previsões, a mediana para o IPCA deste ano segue acima da banda superior de 6,5% da meta e segue em 8,33% de uma semana para outra. Quatro semanas atrás, estava em 7,51%.

As expectativas para a inflação suavizada 12 meses à frente seguem elevadas, mas mostraram um forte recuo. Na edição de hoje, essa projeção passou de 6,49% para 6,30% - um mês antes estava em 6,54%.

No curto prazo, os preços mostram mais descontrole. Depois da alta de 1,24% de janeiro, revelada pelo IBGE, e de 1,22% em fevereiro, a projeção para a taxa em março, também segue acima de 1%.

De acordo com o boletim Focus, a mediana das estimativas permaneceu em 1,40% - um mês antes, estava em 0,95%. Algum refresco para a inflação mensal é aguardado apenas para abril, quando o índice deve ter alta de 0,62% - mesmo patamar da semana anterior, mas acima dos 0,58% vistos quatro edições da Focus atrás.

PIB

Com a informação de que o Banco Central projeta uma retração de 0,5% da economia este ano, o mercado financeiro espera que o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 fique negativo em 1,00%.

No Relatório de Mercado Focus de uma semana antes, a previsão era de uma queda de 0,83% e, há quatro semanas, a estimativa era de queda de 0,58%. Esta foi a décima terceira revisão seguida para baixo desse indicador.

Para 2016, a expectativa segue um pouco mais otimista, apesar de também ter sido diminuída. A previsão de alta de 1,20% foi substituída pela de 1,05%. Para a produção industrial, a mediana das estimativas passou de uma queda de 2,19% para este ano para baixa de 2,42% - quatro semanas atrás, estava em -0,72%. Para 2016, as apostas de expansão para a indústria foram mantidas em 1,68% pela segunda vez seguida. Mesmo assim, a mediana está mais baixa do que a vista há quatro edições da pesquisa Focus: 2,40%.

SELIC

Dividido na semana passada sobre o rumo que o Comitê de Política Monetária (Copom) dará à taxa básica de juros no mês que vem, o mercado financeiro agora chegou ao consenso de que haverá uma elevação da Selic dos atuais 12,75% ao ano para 13,25%.

No relatório anterior, a mediana das projeções estava em 13,13%, o que revelava uma incerteza sobre uma nova alta de 0,50 ponto porcentual, para 13,25%, ou de redução do ritmo de elevação, para 0,25 ponto porcentual, o que levaria a taxa para 13,00%.

Para o fim deste ano, a mediana das previsões foi ampliada de 13,00% para 13,25%. Há um mês, a estimativa era de que a Selic encerrasse 2015 já em 13,00% ao ano. Com isso, a taxa média do ano foi ampliada de 13,03% ao ano para 13,06%. Quatro semanas antes, essa taxa média estava em 12,88% ao ano.

Para o fim de 2016, a mediana das projeções foi mantida em 11,50% ao ano de uma semana para outra. Esta é a décima terceira semana consecutiva que a taxa está estacionada neste patamar. Apesar disso, a previsão mediana para a Selic média do ano que vem subiu de 11,83% ao ano para 11,92% - a taxa observada há um mês era de 11,69%. Isso embute a perspectiva de que a Selic subirá para além do que é esperado para o fechamento do ano e que depois, o Copom voltará a reduzir a taxa.

No caso dos economistas que mais acertam as projeções para o rumo da taxa básica de juros, o grupo Top 5 de médio prazo, a Selic encerrará este ano em 13,75% ao ano e 2016, em 12,00%, como já previam na semana anterior.



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