Economia

Em agosto, ritmo lento da economia faz confiança do comércio cair 1,0 ponto


Aumento da incerteza do consumidor também continua a afetar o índice, de acordo com a FGV. Por outro lado, percepção de que não há impedimento para melhora do cenário cresceu


  Por Estadão Conteúdo 25 de Agosto de 2017 às 08:44

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O Índice de Confiança do Comércio (Icom) recuou 1,0 ponto na passagem de julho para agosto, saindo de 83,4 pontos para 82,4 pontos - o menor nível desde janeiro, informou nesta sexta-feira (25/08), a Fundação Getulio Vargas (FGV).

"Enquanto na indústria a crise política deflagrada em maio parece coisa do passado, entre consumidores e no comércio o efeito do aumento da incerteza ainda causa preocupação e afeta a confiança", afirma Aloisio Campelo Junior, superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Segundo a nota, "o resultado de agosto mostra que o ritmo da economia ainda é lento e que, passado o período de liberação de recursos de contas inativas do FGTS, o comércio está em compasso de espera por novas notícias que deem mais segurança com relação à sustentabilidade da recuperação econômica."

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Nove dos 13 segmentos pesquisados pela FGV tiveram redução na confiança em agosto. A queda do Icom foi determinada pela piora tanto das expectativas quanto das avaliações sobre o momento presente. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) caiu 1,8 ponto, para 77,4 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-COM) cedeu 0,3 ponto, para 88,1 pontos.

Por outro lado, no quesito que apura os fatores limitativos para melhora dos negócios, o item "não há impedimentos para melhora" cresceu de 15,7% em julho para 18,6% em agosto. Também houve redução nas menções à "demanda insuficiente" como fator limitativo, citado por 33,5% das empresas em agosto, o menor nível desde fevereiro de 2015.

A coleta de dados para a edição de agosto da Sondagem do Comércio foi realizada entre os dias 1º e 23 do mês e obteve informações de 1.151 empresas.

Foto: Karina Lignelli/Redação DC