São Paulo, 27 de Julho de 2017

/ Economia

Clima econômico do Brasil melhora em pesquisa mundial
Imprimir

Embora com média pouco acima da América Latina, o país continua atrás de quatro dos 11 países do Continente, de acordo com levantamento da FGV

O Índice de Clima Econômico do Brasil cresceu 17 pontos entre janeiro e abril deste ano e atingiu 79 pontos. Com o resultado, o país voltou a ficar acima da média da América Latina (78 pontos).

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (11/05) pela Pesquisa Sondagem Econômica da América Latina, realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com o instituto alemão Ifo, que ouve especialistas em economia dos países analisados.

O Brasil, no entanto, continua atrás de quatro dos 11 países latino-americanos objeto da pesquisa da FGV: Paraguai (133 pontos), Uruguai (130), Argentina (101) e Colômbia (98).

BRICS

Em relação aos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil está melhor apenas que a África do Sul (79 pontos), mas em uma situação pior do que Rússia (96), China (107) e Índia (150).

Outros países analisados mostraram os seguintes resultados: Reino Unido (105), França (101), Alemanha (148), Japão (113) e Estados Unidos (120). A União Europeia ficou com 125 pontos.

A melhora da situação econômica do país foi puxada principalmente pela melhora do Indicador de Expectativas, que subiu de 154 pontos em janeiro para 189 pontos em abril, colocando-se acima da média da América Latina (127 pontos).

O Indicador da Situação Atual continua bem abaixo da média da América Latina (40 pontos) e da própria média brasileira dos últimos dez anos (91 pontos), mesmo tendo subido de 4 para 11 pontos no período.

Os principais problemas apontados por especialistas brasileiros foram demanda insuficiente, corrupção, instabilidade política e infraestrutura inadequada.

IMAGEM: Thinkstock



Em julho, Índice de Confiança do Consumidor (ICC) ficou em 82 pontos, consolidando a tendência de queda sinalizada com o recuo de 1,9 ponto registrado no mês anterior

comentários

A mediana da inflação esperada pelos consumidores nos próximos 12 meses ficou em 6,9% em julho revela levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV)

comentários

O Indicador Antecedente Composto da Economia da Ibre/FGV caiu 1% entre maio e junho. O resultado mostra as incertezas com relação aos efeitos da crise política sobre o desempenho econômico

comentários