São Paulo, 23 de Junho de 2017

/ Economia

Brasil vai destacar retomada do crescimento em encontro do G20
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A dúvida, segundo o governo, é a velocidade da recuperação, que dependerá de reformas, como as da Previdência e do Trabalho

A retomada do crescimento econômico será o principal recado do Brasil na reunião dos ministros de Finanças e presidentes dos Bancos Centrais do G20 (grupo das 20 maiores economias do planeta), que ocorrerá na próxima semana na Alemanha. 

O encontro será realizado entre os dias 15 e 18 em Baden-Baden, cidade do sul do país europeu.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, participarão apenas dos dois últimos dias de reunião. Nos dias 15 e 16, Meirelles irá a um encontro Instituto de Finanças Internacionais em Frankfurt, também na Alemanha.

De acordo com representantes do governo ouvidos pela Agência Brasil, os sinais de que a recessão acabou e de que a inflação está convergindo para o centro da meta (4,5% em 2017) são inequívocos. 

A única dúvida persiste na velocidade da recuperação, que dependerá da aprovação de reformas, como a da Previdência e a do Trabalho.

Meirelles também apresentará, na reunião do G20, as medidas para reduzir a burocracia e melhorar o ambiente de negócios que estão em fase de implementação ao longo deste ano.

O encontro dos ministros de Finanças servirá de preparação para a reunião dos chefes de governo do G20, que ocorrerá em setembro em Hamburgo, no norte da Alemanha, e terá a presença do presidente Michel Temer. 

Paralelamente à reunião do G20, haverá um encontro entre ministros de Finanças dos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Entre os temas a serem discutidos nos seminários durante o encontro do G20, estão o incremento da cooperação internacional, medidas de estímulo ao crescimento da economia global e planos de estímulo ao desenvolvimento da África. 

Haverá ainda debates sobre o papel do Fundo Monetário Internacional (FMI) e dos bancos internacionais de desenvolvimento, a regulação do sistema financeiro e os subsídios aos combustíveis fósseis.

IMAGEM: Thinkstock

 



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