São Paulo, 07 de Dezembro de 2016

/ Economia

Boletim Focus projeta inflação a 7,93% em 2015
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Levantamento do Banco Central também prevê queda de 0,78% do PIB. Ele revisa para cima os índices de aluguel, preços administrados e Selic

Com a nova piora registrada na produção industrial, a correção do Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 foi novamente revista para baixo e passou de -0,66% para -0,78% no Relatório de Mercado Focus, do Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa era de queda de 0,42%. Esta foi a décima-primeira revisão seguida para baixo desse indicador. Para 2016, a expectativa segue um pouco mais otimista, apesar de também ter sido diminuída. A previsão de alta de 1,40% foi substituída pela de 1,30%.

A produção industrial continua como referência para a confecção das previsões para o PIB em 2015 e 2016. No boletim Focus, a mediana das estimativas do mercado para o setor manufatureiro revela uma expectativa de queda de 2,19% para este ano, bem maior do que a previsão de baixa de 1,38% vista na semana passada e de queda de 0,43% de quatro semanas atrás. Para 2016, as apostas de expansão para a indústria foram diminuídas para 1,68% ante previsão anterior de 2,40%. Mesmo assim, a mediana está mais baixa do que a vista há quatro edições da pesquisa Focus: 2,45%.

Os economistas, no entanto, não alteraram suas estimativas, para este ano, para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB. A mediana das previsões ficou estável em 38,00%. No caso de 2016, as expectativas foram reduzidas de 39,15% para 38,90% - um mês atrás estava em 38,55%.

ELEVAÇÃO PARA PREÇOS ADMINISTRADOS

As projeções para os preços administrados continuam embicadas para cima. A mediana das previsões para esse conjunto de itens em 2015 avançou de 11,18% na semana passada para 12,00% agora. Um mês antes, a mediana estava em 10%. A estimativa central do mercado continua acima da projeção mais recente feita pelo BC, de alta de 10,7% para esses preços. Esta foi a 14ª semana consecutiva em que houve revisão das projeções para cima e há quem diga que o levantamento Focus ainda está atrasado.

Já para 2016, a expectativa é de que a pressão para a inflação desse conjunto de itens seja menor. A mediana das estimativas continuou em 5,50% pela quarta vez consecutiva. A projeção do mercado para o próximo ano segue também mais pessimista que a do BC, que na última ata do Copom projetou inflação de administrados em 5,2%.

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Sobre os preços administrados de 2015, o BC explicou que a sua projeção em nível elevado considera hipótese a alta de 8% no preço da gasolina; de 3,2% no preço do gás de bujão; de queda de 4,1% nas tarifas de telefonia fixa; e de alta de 38,3% nos preços da energia elétrica, devido ao repasse às tarifas do custo de operações de financiamento, contratadas em 2014, da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

SELIC

Depois que o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica de juros dos atuais 12,25% ao ano para 12,75%, conforme o esperado, quase não houve mudança para a Selic no Relatório de Mercado Focus. Os especialistas têm a expectativa de que o colegiado promoverá um novo aumento da taxa na reunião do Copom de abril. Pelo boletim, a expectativa é de que o aperto seja de 0,25% ponto porcentual, ficando em 13,00% ao ano.

Para o fim de 2016, a mediana das projeções também foi mantida em 11,50% ao ano. Esta é a décima primeira semana consecutiva que a taxa está estacionada neste patamar. Apesar disso, a previsão mediana para a Selic média do ano que vem subiu ligeiramente de 11,68% para 11,74% ao ano - a taxa observada há um mês era de 11,61%.

REAJUSTE MAIOR PARA ALUGUEIS EM 2015

Enquanto as estimativas para o IGP-M, principal índice de inflação referência para reajuste de aluguéis, subiram de 5,66% para 6,00% em 2015, as para o IGP-DI avançaram. O boletim mostrou que o IGP-DI deve encerrar 2015 em 6,02%. Quatro semanas atrás, a mediana das estimativas estava em 5,81%. Para 2016, a perspectiva de alta de 5,50% desse indicador segue pela 32ª semana consecutiva.

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Já o ponto central da pesquisa para o IGP-M de 2016, a expectativa dos participantes é a de que o índice também suba 5,50%, de acordo com o boletim Focus, que registra esse patamar também há 32 semanas.

No caso do IPC-Fipe para 2015, houve ampliação forte das estimativas na pesquisa Focus divulgada hoje, de 7,27% para 7,41%. Para 2016, a previsão para a inflação de São Paulo caiu de 5,25% para 5,00%.



Redução maior foi discutida na reunião do Copom, mas ainda depende da queda na resistência de alguns componentes do índice de preços, segundo Ilan Goldfajn, presidente do BC

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Em relação ao Regime Próprio de Previdência, que paga as aposentadorias dos servidores públicos, excedente será de cerca de R$ 60 bilhões em 10 anos

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Porém, no acumulado do ano, o valor supera o registrado em 2015. A informação é do Dieese, que diz que o salário mínimo necessário para suprir as necessidades das famílias seria R$ 3.940

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