São Paulo, 26 de Maio de 2017

/ Economia

Baixo consumo faz preços de vestuário e artigos para casa caírem
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A taxa acumulada em 12 meses pelo IPCA diminuiu de 6,29% em dezembro para 5,35% em janeiro, menor patamar desde setembro de 2012

A demanda fraca tem sido determinante para trazer a inflação a níveis cada vez mais baixos, avaliou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A taxa acumulada em 12 meses pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) diminuiu de 6,29% em dezembro para 5,35% em janeiro, menor patamar desde setembro de 2012.

No mês de janeiro, a inflação foi de 0,38%, a menor para o mês de toda a série histórica do IBGE, iniciada em 1994, ano de criação do Plano Real.

"O que está trazendo a inflação para níveis mais baixos é o consumo restrito”, afirma Eulina. “O desemprego está alto, o crédito está caro e restrito, as pessoas estão endividadas, a taxa de juros está relativamente alta – e aí você tem reação no consumo, com efeito sobre preços."

Em janeiro, dois grupos do IPCA tiveram redução de preços: artigos de residência (-0,10%) e vestuário (-0,36%).

"Os grupos que caíram são os mais afetados pela redução no consumo", disse a a pesquisadora. "A conjuntura ainda é de pouca grana."

EXPECTATIVAS PARA FEVEREIRO 

Segundo Eulina, os reajustes de transporte público devem voltar a pressionar a inflação em fevereiro. 

"Além disso, fevereiro traz o impacto das escolas", diz Eulina, referindo-se aos reajustes de mensalidades escolares previstos para essa época do ano.

Em janeiro, o item de maior pressão foi o ônibus urbano, que subiu 2,84%, o equivalente a 0,07 ponto porcentual de contribuição para a inflação. 

Mas parte dos reajustes será absorvida ainda pelo IPCA de fevereiro, como metade da alta de 14,28% na tarifa do Recife, em vigor desde 15 de janeiro.

Em Brasília, houve reajuste de ônibus urbano de 25% em 2 de janeiro, mas acabou interrompido entre os dias 18 a 27 de janeiro. 

Em Belém a tarifa subiu 14,81%, apenas em 19 de janeiro; em Fortaleza, 16,36% em 14 de janeiro; e em Curitiba, 14,86% em 6 de fevereiro.

Em Brasília, também houve aumento de 25% no bilhete do metrô, em 12 de janeiro, mas que foi suspenso entre os dias 18 e 27. No Rio de Janeiro, o bilhete de trem foi reajustado em 13,50% no dia 2 de fevereiro.

Já a tarifa de ônibus intermunicipal ficou mais cara no Rio (12% em 14 de janeiro) e São Paulo (6,65% em 8 de janeiro, suspenso em 11 de janeiro, mas com retorno previsto em 11 de fevereiro).

No Rio tem ainda o aumento do gás encanado, de 4,80%, a partir de 1º de fevereiro.



O ritmo de queda deve ser menor, até atingir um recuo de 1,5% em dezembro. Mas reformas precisam prosseguir

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