Economia

Atividade industrial surpreende e cresce 2,5%


Resultados sugerem que a atividade industrial começa a ser impulsionada pelas vendas internas, segundo economistas da Associação Comercial de São Paulo


  Por Redação DC 06 de Setembro de 2017 às 15:59

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A atividade industrial deverá prosseguir em sua trajetória de recuperação durante os próximos meses, devido, por um lado, à continuidade da redução da taxa de juros básica e, por outro, ao crescimento das vendas externas, garantido pela manutenção da taxa de câmbio em patamares próximos aos atuais.

A avaliação é de economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). 

Em julho, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a atividade industrial registrou alta de 2,5%, sobre igual mês de 2016, superando as expectativas de mercado.

Esse resultado constitui o quarto aumento consecutivo do setor, configurando o melhor mês de julho, desde 2014.

Nos primeiros sete meses do ano também houve crescimento do setor, que alcançou a 0,8%, superando o registrado no mês anterior (0,5%), na mesma base de comparação.

Por sua vez, em termos da variação acumulada em 12 meses, a produção industrial apresentou queda de 1,1%, porém, menor do que a anotada na leitura anterior (-1,9%), mantendo a tendência de arrefecimento da contração, medida em bases anuais.

Na comparação com julho do ano passado, todas as categorias econômicas da indústria registraram alta, com destaque para duráveis (8,1%), onde a fabricação de veículos, informática e eletroeletrônicos e móveis registraram apreciáveis elevações (11,8%, 23,8%, 12,8%, respectivamente).

No caso dos bens de capital, cuja produção cresceu 8,7%, praticamente todos os segmentos mostraram resultados positivos.

Apesar da influência da base de comparação fraca do ano passado, os resultados anteriores sugerem que a atividade industrial começa a ser impulsionada pelas vendas internas, em decorrência da recomposição do poder de compra dos salários, da queda dos juros e do aumento dos prazos de financiamento.

Além disso, as maiores exportações de manufaturados e semimanufaturados também contribuem para a retomada do setor.