Economia

Alimentos e habitação pressionam IPC-S de março


O índice acelerou o ritmo de alta para 0,47%. Os grupos Transporte, Comunicação e Vestuário foram os únicos que não tiveram alta


  Por Estadão Conteúdo 03 de Abril de 2017 às 09:14

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) acelerou o ritmo de alta para 0,47% em março, na comparação com 0,31% em fevereiro. Os dados são da Fundação Getulio Vargas (FGV) e foram divulgados na manhã desta segunda-feira (3/04). 

No acumulado de 12 meses, o indicador desacelerou ao passar de 4,57% até fevereiro para 4,55% em igual período concluído em março. No ano, a taxa acumulada é de 1,48%.

Em relação à terceira quadrissemana de março, o IPC-S também acelerou ao sair de 0,39% para 0,47% na última semana do mês. 

Das oito classes de despesas pesquisadas, cinco registraram acréscimo em suas taxas de variação de preços na passagem da terceira leitura para a quarta de março: Alimentação (0,42% para 0,71%); Habitação (0,94% para 1,10%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,61% para 0,71%), Despesas Diversas (0,80% para 0,90%) e Educação, Leitura e Recreação, que diminuiu o ritmo de queda de 0,18% para recuo de 0,11% no encerramento do mês.

Em contrapartida, os grupos Transportes (de baixa de 0,03% para declínio de 0,30%) e Comunicação (de queda de 0,77% para -0,95%) limitaram uma alta mais significativa do IPC-S entre a terceira e a quarta medição de março. 

Já a taxa do conjunto de preços de Vestuário ficou praticamente a mesma, ao sair de 0,12% para 0,11% no fim de março.

ALIMENTAÇÃO 

As hortaliças e legumes ficaram 5,45% mais caras no encerramento de março, depois de alta de 3,30% na terceira quadrissemana.
A classe de despesa de Habitação também foi outra a pressionar com mais força o IPC-S de março, devido à elevação na tarifa de eletricidade residencial (4,62% para 6,15%) da terceira para a quarta quadrissemana. 

Em março, o grupo atingiu 1,10%, depois de 0,51% em fevereiro e 0,94% na terceira quadrissemana do mês passado.

O item energia elétrica, inclusive, foi o de maior influência positiva no IPC-S do período, seguido por condomínio residencial (1,25% para 1,78%), refeições em bares e restaurantes (0,46% para 0,62%), plano e seguro de saúde, que repetiu a taxa da leitura passada de 1,00%, e tomate (6,47% para 21,79%).

No grupo Saúde, a FGV destaca ainda o encarecimento de artigos de higiene e cuidado pessoal (0,76% para 1,25%), enquanto em Despesas Diversas a maior pressão veio de clínica veterinária (0,25% para 1,26%). 

Já a principal influência de alta em Educação, Leitura e Recreação foram as passagens aéreas, que reduziram a velocidade de queda de 12,19% na terceira leitura para 6,58%.

ALÍVIO 

Já o arrefecimento observado em Transportes, que aumentou o ritmo de baixa de 0,03% na terceira leitura do mês para recuo de 0,30% no fim de março, o principal destaque foi o declínio no preço da gasolina (-1,22% para -1,93%).

O item, por sua vez, liderou a lista das principais influências negativas no IPC-S de março.

Na sequência, está tarifa de telefone residencial, de recuo de 2,96% na terceira para declínio de 3,55% na quarta medição do mês.
Na terceira colocação, aparece etanol, com queda de 3,92%, depois de cair 2,20% na terceira quadrissemana, seguido por passagem aérea (-12,19% para -6,58%) e maçã (-9,33% para -8,43%).

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