Temer diz que Brasil vai recuperar grau de investimento em breve


Em 2016, a Moody's rebaixou a nota do Brasil em dois graus, o que fez com o que o País perdesse o selo de bom pagador das três principais agências do mundo


  Por Estadão Conteúdo 11 de Agosto de 2017 às 13:15

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O presidenteMichel Temerdisse nesta sexta-feira (11/08), que está sendo ousado ao propor reformas para recolocar a economia nos trilhos, reconheceu que o poder público "não pode fazer tudo" e prometeu que "logo, logo" o Brasil vai recuperar o grau de investimento. 

Temer participou, em Lucas do Rio Verde, da inauguração da usina de etanol de milho da FS Bioenergia, a primeira usina brasileira de etanol que utiliza milho em 100% de sua produção.

Esta foi a primeira viagem de Temer ao Estado do Mato Grosso desde que foi efetivado na Presidência da República.

"Nestes 15 meses, nós apanhamos uma inflação no Brasil que estava acima de 10% e a trouxemos para 3%, ou melhor, 2,71%'", diz.

"Portanto, abaixo do centro da meta, que é 3%. Convenhamos, a taxa Selic estava 14,25%. Neste brevíssimo período, trouxemos para um dígito, 9,25%, a indicar que até o final do ano estaremos em torno de 7%. Portanto, um trabalho que vem sendo feito responsavelmente, paulatinamente".

Temer também disse que o Risco Brasil, que estava em mais de 470 pontos negativos, quando ele assumiu o governo, hoje está em 195 pontos.

"E logo, logo vamos reassumir o grau de investimento que nós perdemos no passado", diz. 

Na última quinta-feira (10/08), a principal referência do Risco Brasil fechou a 197,43 pontos.

Em fevereiro de 2016, a agência de classificação de risco Moody's rebaixou a nota do Brasil em dois graus, o que fez com o que o País perdesse o selo de bom pagador das três principais agências do mundo - Fitch e Standard & Poor's já haviam reduzido a nota brasileira em 2015.

REFORMAS 

Ao falar das reformas que o Planalto pretende ver implantadas, o presidente disse que estava sendo mais que corajoso. "Estou sendo ousado, porque são matérias que ficaram durante anos e anos paralisadas e nós fomos dando solução", observou Temer, destacando que o primeiro passo foi combater a recessão para caminhar rumo ao desenvolvimento.

"No Brasil, temos que eliminar uma cultura política que se instalou nos últimos tempos, incompatível com o espírito brasileiro, uma animosidade, uma litigância, uma litigiosidade entre os brasileiros que não se encontrava no passado".

"A nossa tarefa com o crescimento do País é fazer com que não haja brasileiro contra brasileiro, mas brasileiro com brasileiro, é isso que queremos - uma harmonia absoluta no nosso País", afirma. 

O presidente diz que ao longo do seu governo tentou acabar com um "certo preconceito ideológico" que trata a iniciativa privada - e o empresário, em particular - como se fosse "alguém à margem da sociedade". 

"Tratamos o empresário como alguém que auxilia o governo. A história da administração pública brasileira revela isso. O poder público não pode fazer tudo".

Entre as medidas já adotadas pelo Planalto, Temer destacou a reforma do ensino médio, a emenda constitucional que limita o crescimento dos gastos públicos e um parecer vinculante que uniformizou os procedimentos de demarcação de terras indígenas no País.

O presidente afirma também que, para ter uma vida digna, é preciso empregar a todos.

"Os níveis de emprego estão crescendo, temos solucionado problemas. Não há coisa mais indigna do que o desemprego", diz.