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São Paulo é a cidade mais urbanizada do Brasil


Levantamento do IBGE mostra que a capital responde por 2.012,2 quilômetros quadrados de concentração urbana, superando Rio de Janeiro e Belo Horizonte


  Por Agência Brasil 27 de Julho de 2017 às 13:49

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (27/07) a publicação Áreas Urbanizadas do Brasil 2015.

O novo estudo apresenta o estágio atual da urbanização brasileira com os primeiros resultados referentes às áreas urbanizadas das Concentrações Urbanas do Brasil com população acima de 300 mil habitantes, além dos municípios de Palmas (TO) e Boa Vista (RR).

O levantamento, em sua segunda edição, vem alinhado às necessidades dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), das Nações Unidas, objetivando fornecer um panorama das áreas urbanizadas do país a partir de uma base consolidada.

Entre outras constatações, a publicação mostra, por exemplo, que dos 15.167,4 quilômetros quadrados de área mapeada pelo IBGE, 28% se encontram em três “concentrações urbanas”:

- São Paulo, que responde por 2.012,2 quilômetros quadrados;

- Rio de Janeiro, com 1.505,6 quilômetros quadrados;

- E Belo Horizonte, que apresenta 756,6 quilômetros quadrados.

O estudo, uma atualização do projeto original de 2005, traz mudanças de metodologia por conta da evolução das imagens de satélite e, de acordo com o IBGE, apresenta delimitações das áreas urbanizadas das 63 concentrações urbanas brasileiras com população acima de 300 mil habitantes, além de Palmas e Boa Vista.

Dos 15.167,4 quilômetros quadrados da área mapeada pela pesquisa, 13% estão localizadas na Concentração Urbana de São Paulo, seguida de Rio de Janeiro (10%) e Belo Horizonte (5%).

Das 15 maiores Concentrações Urbanas, de acordo com suas áreas urbanizadas, apenas duas não são capitais: Campinas (SP), com a oitava maior área urbanizada, e São José dos Campos (SP), na 12ª colocação.

Pedro Henrique Braga, coordenador do projeto, destaca que duas cidades com as mesmas características ambientais e populações equivalentes podem crescer de formas completamente diferentes.

Na publicação online, o IBGE traça um panorama do processo de urbanização do país, que pode ser usado para mensurar a sustentabilidade das cidades.

“Verificamos que a dinâmica populacional de cada cidade influencia seu crescimento de forma mais profunda do que o relevo”.

A finalidade do estudo, segundo o coordenador “é o de acompanhar as tendências de crescimento das cidades, como e para onde cada uma se expande”.

Ele ressalta, ainda, que “no futuro, desenvolveremos [o IBGE] uma metodologia que permita que os dados geográficos dialoguem com as informações demográficas obtidas nas pesquisas domiciliares, como o Censo. Essa correlação irá nos ajudar a compreender melhor a dinâmica populacional urbana”.

O alinhamento do projeto às necessidades dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas tem como propósito fornecer um panorama das áreas urbanizadas do país a partir de uma base consolidada.

“Dessa forma, a expectativa é colaborar com pesquisas que abordem a forma urbana e suas diferenciações regionais, a influência de aspectos geográficos na conformação das áreas urbanizadas, a identificação de tendências e potenciais vetores de expansão das cidades, além de auxiliar a elaboração de políticas públicas e investimentos”, informou o IBGE.

OBJETIVOS

Em 2015, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram adotados durante a Cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Desenvolvimento Sustentável.

Das 17 ações que fazem parte do documento, a publicação Áreas Urbanizadas do Brasil 2015 está inserida no ODS 11, relativa às cidades e comunidades sustentáveis.

Entre os principais princípios constantes nos objetivos está o que determina que, até 2030, deve-se aumentar a urbanização inclusiva e sustentável.

É uma das metas dos ODS que, até 2030, todos tenham garantido acesso à habitação segura, adequada e a preço acessível, e aos serviços básicos, inclusive com a urbanização das favelas; proporcionar o acesso a sistemas de transporte seguros, acessíveis, sustentáveis e a preço acessível para todos, melhorando a segurança rodoviária por meio da expansão dos transportes públicos, com especial atenção para as necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade, mulheres, crianças, pessoas com deficiência e idosos.

*FOTO: Thinkstock