São Paulo, 27 de Abril de 2017

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Nem a esperança na loteria resiste à recessão econômica
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Apostas lotéricas sofrem queda de quase 14% em 2016. Arrecadação menor prejudica INSS, Fies e projetos sociais, esportivos e culturais financiados por esses recursos

As loterias federais arrecadaram em 2016 um valor 13,8% menor que o de 2015, de acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Fazenda. 

O volume arrecadado no ano passado ficou em cerca de R$ 12,8 bilhões, ante R$ 14,9 bilhões do ano anterior. 

As loterias são administradas pela Caixa Econômica Federal e reguladas pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) da pasta.

"A queda de arrecadação decorreu principalmente da retração ocorrida na atividade econômica no ano passado", avaliou a Seae. Do total arrecadado, R$ 5,03 bilhões foram destinados a investimentos em áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento.

A Seguridade Social recebeu R$ 2,1 bilhões e o Programa de Financiamento Estudantil do Ensino Superior (Fies) ficou com R$ 1,2 bilhão. 

O esporte nacional recebeu outros R$ 950 milhões, transferidos para o ministério correspondente, para os Comitês Olímpico e Paralímpico Brasileiros, além da Confederação Brasileira de Clubes (CBC) e aos clubes de futebol.

Já o Fundo Nacional de Cultura (FNC) recebeu R$ 359 milhões e o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) obteve R$ 385 milhões. Por fim a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e a Cruz Vermelha receberam R$ 8,9 milhões .

Além destas rubricas, o governo ainda arrecadou R$ 1,07 bilhão com Imposto de Renda sobre os prêmios pagos.



As desonerações concedidas pelo governo resultaram em uma renúncia fiscal de R$ 21,106 bilhões no primeiro trimestre

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