Brasil

Leilão de energia deve atrair R$ 12 bilhões ao país


Dos 35 lotes ofertados à iniciativa privada, 31 foram concedidos, com taxa média de deságio de 36,5%


  Por Estadão Conteúdo 24 de Abril de 2017 às 18:53

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O país deve atrair investimentos de R$ 12,7 bilhões a serem implantados nos próximos quatro anos com o leilão de transmissão de energia realizado nesta segunda-feira, 24/04.

O certame conseguiu conceder à iniciativa privada 31 dos 35 lotes ofertados, ou 97% dos investimentos propostos, a uma taxa média de deságio em relação à receita máxima permitida de 36,5%.

O leilão foi bem mais disputado que o de outubro do ano passado, quando o deságio médio foi de 12,3%. Além disso, em 2016, oito grupos diferentes venceram alguma disputa, o equivalente a um a cada três linhas, ao passo que, desta vez, foram 16 grupos diferentes.

Em meio a este cenário, a Aneel já prepara os próximos leilões. De acordo com André Pepitone, diretor da agência, já estão previstos mais três disputas. O próximo deve ocorrer no segundo semestre deste ano, com projetos que devem somar R$ 4,4 bilhões em investimentos.

Além disso, a agência espera poder releiloar os projetos em construção (greenfield) da Abengoa, que somam R$ 8,8 bilhões, o que, na expectativa da autarquia, é esperado para acontecer também no segundo semestre deste ano. 

Adicionalmente, a agência ainda aguarda uma sinalização da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) sobre a realização de um certame no primeiro semestre de 2018, que deve ofertar empreendimentos que exigirão R$ 5,3 bilhões em investimentos.

LOTES VAZIOS

Os lotes vazios, ou seja, que não receberam propostas no leilão nesta segunda-feira, devem voltar, possivelmente no próximo leilão.

Dos 4 lotes não leiloados nesta segunda-feira, dois (lotes 12 e 16) são linhas de transmissão de 230 quilovolts (kV) no Maranhão, projetos que, segundo os diretores da Aneel, serão revisitados.

Já o lote 17, pode ter tido a falta de interesse ocasionada por uma venda de ativo correlato em andamento. Segundo Pepitone, o lote é atrelado a um projeto que a Eletrosul está negociando com chinesa Shangai, numa transação sem conclusão. "Esse ambiente deve ter contribuído (com a falta de interessados)", disse.

No caso do lote 24, segundo Pepitone, dificuldades fundiárias e ambientais podem ter desestimulado o interesse.

IMAGEM: Thinkstock