São Paulo, 25 de Setembro de 2016

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IBGE apura avanço do desemprego para 6,4%
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O instituto também avalia que a renda do trabalhador ficou menor na passagem de março para abril. O rendimento médio no mês foi de R$ 2.138,50

A taxa de desemprego apurada nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil ficou em 6,4% em abril, ante 6,2% em março, informou nesta quinta-feira, 21, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Segundo Alexandre Loloian, economista da Fundação Seade, a tendência é de aumento do desemprego a partir de maio. "Desde o fim do ano passado o desemprego começou a aumentar. No primeiro trimestre, a coisa não desandou muito, porque ficou aquela expectativa bruta. Mas provavelmente teremos agravamento da situação a partir de maio, com diminuição do nível de ocupação, o que não é muito comum para o período", afirmou Loloian. 

Segundo ele, normalmente o emprego aumenta no segundo semestre, atingindo o pico em novembro e dezembro, e volta a arrefecer no primeiro quadrimestre do ano seguinte.

O IBGE também divulgou que a massa de renda real habitual dos ocupados no País somou R$ 49,3 bilhões em abril, queda de 0,5% em relação a março. Na comparação com abril de 2014, o montante diminuiu 3,8%.

Já a massa de renda real efetiva dos ocupados totalizou R$ 49,7 bilhões em março deste ano, queda de 1,5% contra o mês de fevereiro. Em relação a março de 2014, houve redução de 3,9% na massa de renda efetiva.

O rendimento médio real do trabalhador, já descontados os efeitos da inflação, foi de R$ 2.138,50 em abril, segundo o IBGE. O resultado significa queda de 0,5% em relação a março e recuo de 2,9% ante abril do ano passado.

Loloian, do Seade, avaliou que a queda da renda média real dos trabalhadores em abril reflete um "efeito duplo" de deterioração do mercado de trabalho e inflação. 

"Com a deterioração do mercado, os salários nominais tendem a variar mais negativamente. Por exemplo, as empresas demitem um operário e contratam outro ganhando menos. Com a inflação, o salário real se reduz ainda mais", explicou. 

*com informações do Estadão Conteúdo



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