Brasil

Governo paulista cria fundo para vender imóveis do Estado


Alckmin disse que muitos dos imóveis estão localizados em áreas privilegiadas, como à beira de estradas e podem se tornar centros de logística, shoppings ou mesmo serem transformados em fábricas


  Por Estadão Conteúdo 23 de Agosto de 2017 às 17:50

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O governo de São Paulo informou nesta quarta-feira (23/09), que vai abrir no dia 22 de setembro as propostas da licitação que vai definir o administrador, provavelmente um banco, do fundo de investimento criado como instrumento de venda dos imóveis públicos ociosos do Estado.

Entre imóveis comerciais e residências, além de terrenos, barracões, oficinas e ginásios, o portfólio a ser colocado à venda começa com 267 unidades, avaliadas em R$ 279 milhões, de 57 cidades. No total, o governo estadual tem um estoque de mais de 5 mil imóveis, avaliados inicialmente em R$ 1 bilhão.

O edital do pregão presencial que contratará o administrador da carteira de imóveis será publicado na quinta-feira (24/08), no Diário Oficial do Estado.

Durante o anúncio, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que o Estado constituiu o primeiro fundo imobiliário público do País.

Ele destacou que o objetivo é, em primeiro lugar, levantar recursos extras para o governo - reduzindo, ao mesmo tempo, despesas administrativas e de custeio.

De outro lado, pretende-se estimular investimentos em prédios que, em muitos casos, estão sujeitos a invasão.

O governador citou que esses imóveis - alguns localizados em áreas privilegiadas, como à beira de estradas - podem se tornar centros de logística, shoppings ou mesmo serem transformados em fábricas.

Ao defender o encaminhamento da negociação ao setor privado, Alckmin argumentou que o governo não tem a mesma agilidade da iniciativa privada para vender imóveis.

Como exemplo, citou que o Estado conseguiu até agora arrecadar apenas 8% dos R$ 380 milhões que pretendia levantar nos últimos três anos com venda de imóveis.

"Não é expertise do governo fazer isso. Ele nem pode contratar o corretor. O que ele pode é avaliar, publicar um edital e esperar que alguém apareça. Essa não é a forma moderna de comercializar ativos", comentou o tucano.

FOTO: Thinkstock