São Paulo, 23 de Março de 2017

/ Brasil

Consumidor migra para o mercado livre de energia
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Somente em dezembro de 2016, comparado com igual mês do ano anterior, o consumo do comércio nesse mercado cresceu mais de 100%

Dados preliminares coletados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) mostram que o consumo de energia no País entre 1º e 31 de dezembro de 2016 foi 1,3% maior que o registrado no intervalo entre 3 de dezembro de 2015 e 2 de janeiro de 2016.

Em dezembro do ano passado, o consumo de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) alcançou 60.408 MW médios, com um aumento de 21,5% no Ambiente de Contratação Livre (ACL), segundo a CCEE. Já o mercado cativo registrou queda de 4,3% no período.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, os setores de comércio, serviços e alimentício registraram aumento no consumo de energia elétrica no intervalo, crescendo 114,2%, 72,7% e 68,8%, respectivamente. 

Segundo a entidade, o aumento foi influenciado pela migração dos consumidores para o mercado livre.

GERAÇÃO

A CCEE também informa que, em relação à geração de energia, foi constatada uma queda de 0,6% na mesma base de comparação. Em dezembro, foram entregues 61.887 MW médios de energia ao SIN.

Segundo a entidade, houve aumento de 39% na produção das usinas eólicas, enquanto a geração térmica caiu 35,2% no período. 

Já as usinas hidráulicas tiveram incremento de 8,1% na produção de energia - a fonte representa 78% de toda a energia produzida no País.

IMAGEM: Thinkstock



Considerando os consumidores de todo o País, foram recolhidos R$ 1,8 bilhão a mais. A devolução vai contribuir com um impacto médio de queda de 1,2 ponto porcentual nas tarifas

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Será aplicada às contas a bandeira amarela, que adiciona R$ 2 a cada 100 quilowatt-hora consumidos

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Segundo cálculos da Aneel, os consumidores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste sentirão uma queda de 2,70%. A redução em outras regiões será menor

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