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Brasil aparece entre países mais protecionistas em ranking da UE


Em 2016 foram computadas 23 barreiras comerciais brasileiras, menos apenas que as impostas pela Rússia


  Por Agência Brasil 26 de Junho de 2017 às 19:11

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


A Rússia, seguida pelo Brasil, China e Índia foram os países nos quais a União Europeia (UE) detectou mais obstáculos ao livre comércio em 2016. O bloco denunciou um aumento de 10% em medidas protecionistas. 

Os dados constam do relatório anual sobre barreiras comerciais da Comissão Europeia (CE) apresentado nesta segunda-feira, 26/06.

O documento contabilizou até 372 medidas restritivas em 51 países de fora do bloco, entre as quais 36 restrições foram criadas no ano passado e afetaram 27 bilhões de euros em exportações europeias (1,6% do total das exportações).

"É preocupante que países integrantes do G20 (grupo dos países mais industrializados e emergentes) mantenham o maior número de barreiras comerciais", afirmou a comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmström. 

Segundo ela, a União Europeia pedirá na próxima cúpula do G20 em Hamburgo que estes países "resistam ao protecionismo".

Apesar dos compromissos contra o protecionismo assumidos pelo G20 na sua cúpula de setembro do ano passado,  na China, a CE ressaltou que os dez países com o maior número de barreiras comerciais são integrantes do grupo.

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À frente do ranking está a Rússia, com até 33 medidas protecionistas, das quais 16 aplicadas diretamente nas fronteiras e 14 além delas (restrições a serviços, investimentos, licitações públicas, propriedade intelectual ou injustificadas barreiras técnicas ao comércio), e três subsídios que distorcem a troca comercial.

Em seguida aparecem o Brasil, a China e a Índia, com 23 barreiras comerciais cada, sendo que, no caso brasileiro, 14 se referem a medidas impostas além das fronteiras. 

Outros países que impuseram dez ou mais barreiras ao comércio e a investimentos foram Indonésia (17), Coreia do Sul (17), Estados Unidos (16), Argentina (16), Turquia (15), Austrália (13), Tailândia (11), Vietnã (11), Chile (10) e México (10).

Por outro lado, a maioria das novas medidas protecionistas introduzidas em 2016 foi aplicada por Rússia, Índia, Suíça, China, Argélia e Egito.

Além de medidas horizontais, foram registrados obstáculos em 13 setores de atividade econômica, principalmente os de bebidas alcoólicas e o de agricultura e pesca.

A Comissão Europeia também destacou que sua estratégia de acesso a mercados permitiu eliminar até 20 obstáculos que prejudicavam exportações europeias e representavam 4,2 bilhões de euros em 12 países.

Alguns dos países onde a CE conseguiu eliminar estas barreiras foram Coreia do Sul, China, Israel e Ucrânia, e os setores que mais se beneficiaram dessa ação foram os de alimentação e bebidas, automação e cosméticos.

IMAGEM: Thinkstock