Brasil

ACSP critica possível greve e orienta comerciantes


Para Alencar Burti (foto), presidente da Associação Comercial de S.Paulo e Facesp, a greve organizada por algumas categorias não representa a vontade do trabalhador, que está mais preocupado em produzir e vender, inclusive, para garantir seu emprego em uma época de crise


  Por Redação DC 29 de Junho de 2017 às 09:34

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) classifica como “inoportuna” a greve organizada por sindicatos para esta sexta-feira (30/06).

De acordo com o presidente da entidade, Alencar Burti, a possível paralisação não representa a vontade dos trabalhadores. Ele ainda pede cautela aos empresários.

“Essa greve é extremamente inoportuna. Realizá-la sexta-feira fará com que o comerciante perca o último dia útil do mês em um momento em que a economia e o emprego esboçam uma leve tendência de recuperação. Um dia útil a mais ou menos faz diferença e só prejudica o País”, afirma Burti, que também preside a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Para ele, “a greve organizada por algumas categorias não representa a vontade do trabalhador, que está mais preocupado em produzir e vender, inclusive, para garantir seu emprego em uma época de crise”.

Burti acrescenta que “paralisações também dificultam ainda mais a vida dos 14 milhões de brasileiros em busca de trabalho”.

“Os empresários têm que avaliar possíveis impactos sobre seus negócios, trabalhadores e clientes, de forma que, nas regiões em que seja possível trabalhar normalmente, é o que se espera que aconteça, pensando sempre na integridade física dos colaboradores”, aconselha Burti.

RECOMENDAÇÕES

?Os comerciantes devem ser compreensíveis com os funcionários e, em caso de faltas em decorrência da limitação do transporte público, não descontar o dia.

?Estimular caronas entre funcionários ou, se viável, fornecer transporte particular a partir de pontos de encontro, como estações do Metrô.

·?Avisar clientes para possíveis atrasos ou problemas em entregas, em função de vias interditadas ou conflitos entre policiais e manifestantes.

·?Ligar para fornecedores e antecipar ou reagendar entregas e retiradas de mercadorias.

·?Organizar o pagamento de contas para evitar contratempos e o pagamento de multas e juros.

·?Estabelecimentos que trabalham com delivery devem analisar a viabilidade de funcionamento neste dia.

?Acompanhar o teor das manifestações pelos meios de comunicação. Em casos de confrontos violentos ou de grande concentração de pessoas, analisar a possibilidade de liberar os funcionários mais cedo.

?Atenção especial em regiões próximas às estações do Metrô e em locais costumeiros de manifestação (Av. Paulista, Centro, Viaduto do Chá, Largo da Batata).

O comerciante deve tomar precauções para cuidar do patrimônio da empresa e da integridade física dos colaboradores e clientes, caso haja conflitos nas proximidades.

?Antecipar promoções e liquidações para quinta-feira, estimulando o consumidor a realizar antes as suas compras.