São Paulo, 27 de Junho de 2017

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Uma nova dimensão para os negócios em 2015
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O jornalista e pesquisador Rodolfo Araújo lança provocações para um mercado em constante mudança

O que objetos como skate, case para celular, próteses ósseas, sapatos, chocolates, brinquedos e instrumentos musicais têm em comum? Todos podem ser produzidos por uma impressora 3D.

Mais que uma evolução técnica, na qual um proprietário deste tipo de equipamento pode competir com uma fábrica que emprega milhares de pessoas, trata-se de um sinal dos tempos: o ciclo de inovação de produtos e serviços é cada vez menor. Ou seja, a distância entre a concepção, desenvolvimento, auge e declínio das ofertas encurtou-se dramaticamente. Enquanto um protótipo começa a ganhar corpo, uma ideia ainda mais inovadora está à beira de florescer.

Observe o exemplo do GPS: há aproximadamente oito ou 10 anos, o dispositivo popularizou-se pelos automóveis mundo afora e, agora, padece diante da convergência sobre os dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Aplicativos como o Waze apontam para um mundo em que tudo é social e demanda participação pública. Soluções unilaterais pouco interessam às pessoas.

E diversos mercados desdobram-se no mesmo ritmo: não pegamos mais táxis como antigamente; é possível saber se um restaurante ou centro cultural tem fila antes mesmo de sairmos rumo ao local; geladeiras e máquinas de lavar conectam-se à internet, entre outras tantas funcionalidades capazes de criar, destruir e remodelar setores inteiros.

As pesquisadoras de estratégia de marca Majken Schultz e Mary Jo Hatch afirmam que, neste contexto de ofertas efêmeras, o que resta é a empresa que está por trás delas. Não por acaso, a Procter&Gamble anunciou recentemente um corte pela metade em seu portfólio, em movimento semelhante ao tomado pela Unilever anos atrás.

Panoramas de rápidas inovações exigem organizações fortes para que uma empresa não fique refém apenas de alguns produtos. Eles nascem e morrem: as organizações continuam (ou deveriam).

Quais produtos nascerão e morrerão em 2015? E o que sua marca fará para sobreviver neste cenário? Mais que nunca, quem viver verá.



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